IMAGENS FUTEBOLÍSTICAS #14

“Temos tudo. Agora é uma questão de motivação”, foi o que disse Sandro Rosell, presidente do Barcelona. Hoje, poucos dirigentes podem se dar o luxo de proferir dizeres como este. Não é mentira o que Rosell disse. Realmente o Barcelona tem tudo. Os principais títulos, os principais jogadores, uma torcida apaixonada. Motivação? Como motivar homens que em sua maioria já tem duas Ligas dos Campeões em seus currículos, títulos de campeonato espanhol e Copa do Rey? Pois é. Sempre é bom ser tricampeão do torneio mais importante do mundo e ganhar mais um título nacional. Com certeza não será difícil motivar os jogadores do Barcelona para a temporada 2011/2012. Com vocês as imagens da final em um IMAGENS FUTEBOLÍSTICAS especial.

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O início da jornada

Começou. O Campeonato Brasileiro Série A e B teve inicio na semana passada. Estamos em débito de uma rodada, mas com certeza os principais fatos destes campeonatos vêm parar aqui. Todos esperam esse momento. O torcedor brasileiro já acostumou-se com esse formato de competição e por sete meses veste a camisa de seu clube e junta-se a tantos outros para torcer até o final. Corinthians, Bahia, Flamengo, Santos, Cruzeiro, Grêmio, Internacional… Para esses times e mais 13 clubes começou a jornada. Vitória, Ponte Preta, Guarani, Criciúma, jogarão tudo para obter o acesso a elite do futebol brasileiro. Raça até o final. Decisão até o último segundo. E para nós também: é hora de afiar as idéias e preencher os fins de semana com muito futebol. O Campeonato Brasileiro, dizem, e ainda mais com o calendário que temos, só “começa” depois da Libertadores e da Copa do Brasil. Esses torneios estão terminando mas como em competições de pontos corridos cada jogo é uma final, tudo começa na primeira rodada, no primeiro som do apito, no primeiro balançar de redes, no primeiro grito de gol.

O FUTEBOLÍSTICO

Mirem-se no exemplo daqueles meninos da Catalunha

Os dois melhores times europeus (quem sabe do planeta também) chegaram ao estádio de Wembley, em Londres, Inglaterra com o melhor de seu plantel e a chance de sagrar-se tetracampeões do torneio. Sem favoritos a final trazia o vistoso futebol do Barcelona de Lionel Messi, Xavi, Inesta, David Villa e Daniel Alves contra a eficiência do invicto Manchester United de Sir Alex Ferguson, Wayne Rooney e companhia. Era imprevisível, apesar do time catalão levar uma vantagem pela qualidade técnica de sua equipe. Se o time inglês aposentaria seu goleiro neste jogo, as 40 anos van der Sar se despede dos gramados, o Barcelona não contava com o seu jogador símbolo, o zagueiro Puyol, que estava na reserva e sentiu dores antes da partida.

Quando árbitro húngaro Viktor Kassai apitou o inicio de jogo na Inglaterra o Manchester começou pressionado o adversário e rondando a área do goleiro Valdés. Os primeiros minutos do time “da casa” mostraram que o United estava com toda disposição para devolver a derrota de 2009, quando perdeu em Roma para o mesmo Barcelona. Mas o time espanhol também chegava, como na tabela entre Villa e Messi, quando o argentino chegou atrasado para completar o último passe, mas não imprimia o ritmo de jogo que está acostumado, com maior posse de bola e ataques regulares. O sistema de marcação dos times funcionava bem e evitava que jogadas mais perigosas terminassem em gol. Mais aí entrou em cena a genialidade dos dois lados. Primeiro com os “visitantes”. Xavi encontrou Pedro na área e passou para o atacante que mandou para as redes com o goleiro holandês já batido. 1 a 0 para o Barcelona, aos 21. O Manchester devolveu na mesma moeda e doze minutos depois, em tabela do Giggs e Rooney, o 11 dos Diabos Vermelhos deu a assistência para o atacante inglês mandar no ângulo do goleiro espanhol. O Barcelona tinha a maior posse de bola e tentava ainda no primeiro retomar a vantagem no placar. Iniesta, depois de bate-rebate, chutou forte de fora da área e o van der Sar defendeu.

Na volta para o segundo tempo o Barcelona teve um comportamento inverso a etapa inicial e começou melhor na partida. Encurralando o time adversário, a equipe catalã contou com uma atuação inspirada de Messi para levantar o título. Aos 8 minutos o argentino costurou a zaga e de fora da área finalizou sem chance para van der Sar. Golaço. Para evitar o terceiro gol o lateral Fábio foi para a dividida e acabou levando a pior se machucando no lance. O português Nani entrou no lugar do jogador e Valencia foi recuado para a lateral. Messi ainda teve outra oportunidade de sacramentar a vitória do time catalão, mas o goleiro do Manchester estava lá para evitar o tento. O Manchester apostava nos contra-ataques, mas com Chicharito apagado no jogo e com o time bem marcado, a equipe inglesa não aproveitou os momentos em que tinha a posse de bola no ataque.

Diferente do Barcelona que tratou de definir a partida. Aos 23 Messi mais uma vez passou pela marcação dos adversário, foi bloqueado pelo último homem e a bola sobrou para Pedro que rolou para trás e Villa, em chute colocado mandou para as redes. Balde de água polar nas pretensões do Manchester que não conseguia mais nada no jogo. Ao Barcelona foram 25 minutos para segurar a vantagem. Aos 44, Guardiola presenteou o time e torcida do Barcelona, colocando Puyol para capitanear o time em campo para levantar o troféu, como manda tradição, mas surpresas viriam. O melhor Barcelona da história, incontestavelmente, tornou-se o time que mais venceu a Liga do Campeões neste século, que já assistiu dez finais e por três vezes o Barcelona pôs a mão na taça, que na noite desta sábado foi erguida pelo lateral Abidal, homenageado pela recuperação após a retirada de um tumor no fígado meses atrás.

Quem saiu campeão também foi o futebol. Qualquer time que levantasse o troféu seria com méritos. O Manchester se rendeu ao futebol do time espanhol. O Barcelona não quis ser vitima da eficiência mancuniana e tratou de mostrar que por muito tempo será o time a ser batido. Lionel Messi, artilheiro da UCL com 12 gols mostrou por que Sneijder, tão reclamado pela imprensa como melhor do mundo em 2010, perdeu este posto para o argentino. O 10 blaugraná é de uma regularidade impressionante. Não há queda de rendimento, não há curvas descendentes. Quando esse menino veste as cores azul e grená vira uma máquina. Se com as tonalidades branco e azul-celeste ele fosse a mesma coisa, a seleção argentina, juntando outros craques, seria um blockbuster, um arrasa-quarteirão sem precedente. Berlim receberá a próxima final. Veremos mais vez o Barcelona por lá? Ou o time será aparado com foi em 2010? Para o bem do futebol, torcemos para que o Barça continue operando na potência máxima.

FICHA TÉCNICA

BARCELONA 3 X 1 MANCHESTER UNITED

Local: Estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra)

Data: 28/05/2011 (sábado)

Horário: 15h45 (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Auxiliares: Gabor Eros e Gyorgy Ring (ambos da Hungria)

Gols: Pedro (Barcelona), aos 21; Rooney (Manchester United), aos 33 minutos do primeiro tempo; Messi (Barcelona), aos 8, e David Villa (Barcelona), aos 24 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Daniel Alves e Valdés (Barcelona); Carrick e Valencia (Manchester United).

Público: 87.695 pessoas

Barcelona: Valdés, Daniel Alves (Puyol), Piqué, Mascherano e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro (Affelay) e David Villa (Keita). Técnico: Josep Guardiola.

Manchester United: van der Sar, Fábio (Nani), Vidic, Ferdinand e Evra; Valencia, Carrick (Scholes), Giggs e Park; Wayne Rooney e Chicarito Hernández. Técnico: Alex Ferguson.

Fim de linha

Por muito tempo sem postar devido a compromissos profissionais, chego ao fim da Premier League com esse último post sobre o campeonato. O campeão já tinha sido decretado há duas rodadas, mas muita coisa ainda estava por definir-se na BPL. Como por exemplo os rebaixados. West Ham já chegou na rodada como time de segunda divisão; faltava mais duas vagas para a Championship que penso eu ninguém queria ocupá-las mas tiveram que engolir goela abaixo o descenso.

Em Manchester o Blackpool jogou contra o campeão United a sua vida na Premier. O time da casa saiu na frente com Park aos 21, mas o time tangerina foi buscar o resultado que lhe interessava. Além de empatar com Charlie Adam ainda no primeiro tempo aos 40, o Blackpool virou com Taylor-Fletcher. O time visitante até tentou o segurar o resultado e fazer o que 17 times tentaram e não fizeram: vencer o Manchester em Old Trafford. O empate do Manchester, com gol de Anderson, até que não preocupou muito o Blackpool, pois com os resultados do momento o placar igual adiantava as coisas para o time. Mas quando Evatt tentou cortar a bola e fez contra aos 30, o emocional no time foi espremido como se faz com uma tangerina. A equipe desnorteada ficou sem ação e teve que suportar a última pá de cal imposta pelo quarto gol do Manchester United, feio por Owen. 4 a 2, 80 pontos para o Manchester e rebaixamento para o Blackpool.

Nem adiantou o time ganhar um titulo sobre o Arsenal. A conquista da Copa da Liga Inglesa pelo Birmingham City não impediu o time azul de ser rebaixado. Do céu ao inferno na mesma temporada a equipe foi rebaixada depois de perder por 2 a 1 para o Tottenham, que de quebra cravou a sua vaga na Europa League. Pavlyuchenko foi o algoz do time de Birmingham e marcou os dois gols do triunfo. Para os rebaixados Gardner marcou o gol de hora.

Os grandes se despediram de forma melancólica. Afora os times de Manchester; Liverpool, Chelsea e Arsenal não venceram na rodada derradeira do campeonato inglês. Os Blues foram ao Goodson Park e perderam para o Everton. Jermaine Beckford marcou para os Toffes o gol da vitória. O Arsenal se salvou no finalzinho de uma derrota frente ao Fulham, com gol de Walcott. Sidwell abriu o placar para o Fulham e van Persie empatou para os Gunners. No segundo tempo Zamora colocou o time da casa em vantagem, que não resistiu e cedeu o empate para o rival.

O campeão da Copa da Inglaterra, o Manchester City venceu o Bolton fora de casa por 2 a 0, gols de Lescott e Dzeko. Em terceiro lugar, agora o poderoso e endinheirado City vai em busca de reforços. Em 11/12 vem uma Champions League por aí. O Liverpool, depois de uma reação no campeonato que quase o levava para EL, esbarrou no Aston Villa e perdeu por 1 a 0. Downing fez o gol do jogo. E o Wigan? Esse tem sorte. É pior que Jason. Este morto, enterrado, decomposto e com aniversário de morte, ainda envolto na manta fúnebre, conseguiu o impossível e jogará a Premier novamente na próxima temporada. 1 a 0 frente ao Stoke, na casa do adversário e o Wigan escapou do rebaixamento. Quem escapou também, devido as derrotas de Birmingham e Blackpool, foi o Wolwerhampton que perdeu e casa, 3 a 2 para o Blackburn, mas respirou tranquilo no final da rodada.

Veja os resultados e a classificação final da Premier League (38ª rodada):

Domingo:

12h00

West Ham 0 X 3 Sunderland – Upton Park

Aston Villa 1 X 0 Liverpool – Villa Park

Wolverhampton 2 X 3 Blackburn – Molineaux

Tottenham 2 x 1 Birmingham – White Hart Lane

Fulham 2 x 2 Arsenal – Craven Cottage

Everton 1 x 0 Chelsea – Goodson Park

Manchester United 4 X 2 Blackpool – Old Trafford

Stoke City 0 X 1 Wigan Athletic – Britannia Stadium

Bolton 0 X 2 Manchester City – Reebok Stadium

Newcastle 3 x 3 West Bromwich – St. James Park

O Scudetto é rossonero!

A Cidade Eterna nem precisou assistir a um gol na noite de hoje. A cidade que veio abaixo com as loucuras de Nero, hoje foi palco de comemoração da Milan, que pela décima oitava vez foi campeão nacional. A partida foi 0 a 0 e o empate sem gols bastou para a equipe rossonera sagra-se a melhor do nacional. A Internazionale joga amanhã e nem se a Milan perder os dois jogos restantes e a Inter empatar em número de pontos vencendo as três partidas finais, o critério confronto direto pesa a favor dos rossoneros.    

Dessa forma o time comandado por Allegri quebrou a hegemonia interista de cinco títulos consecutivos. A equipe de Ibrahimovic, Robinho, Seedorf, Thiago Silva, Cassano e companhia começou o campeonato italiano de maneira equilibrada, se mantendo entre os três melhores desde a sexta rodada e líder ininterruptamente desde a rodada 11. A Milan foi nesse campeonato o que não conseguiu ser nas ouras edições: além de campeão (conseqüentemente), foi um time sólido, que não se apequenou e não deu chance para o azar. Venceu os adversários mais diretos, com placares expressivos, quando esses esboçavam uma aproximação com o líder. Nessa rodada, bastava não perder. E foi isso. O time que teve quatro derrotas no campeonato, a metade da Inter, jogou como regulamento e na capital nacional se igualou em números de Scudetto ao seu principal rival citadino: 18 canecos. Muito atrás ainda de uma velha senhora cansada de guerra, que do alto de seus 27 títulos luta por uma vaga na Europa League.Quem esperava que com a volta da Juventus a primeira divisão, o time de Turim retornaria a briga por campeonatos, terá que esperar mais uma temporada para ter esperanças novamente.

Por hora uma certeza: essa equipe da Milan levantou a moral do clube, que desde 2004 não vencia um campeonato nacional. Mesmo com Kaká ainda no time, durante os cinco anos de império interista, a Milan não formou um time que se equiparasse a rival, mas o time de 2010/2011, com Ibrahimovic, Pato (sem duvida o nome dessa reta final), Boateng, Cassano (que chegou na janela de verão), Seedorf, Thiago Silva, Nesta (mais estável essa temporada), contribuíram para o triunfo geral da Milan. Quanto ao jogo, a Roma dominou a posse de bola, sendo mais ofensivo. No segundo tempo Pato entrou aos 28 minutos no lugar de Robinho que tinha acertado a trave do goleiro romanista, mas pouco fez na partida. Quando o apito final soou no Olimpico, nem a vitória de 2 a 1 da Palermo sobre a rebaixada Bari teve relevância. Foi hora de comemorar todo o processo, toda a jornada que terminou no grito de: Campione!

Veja os resultados e classificação parcial (36 ª rodada)

Sábado:

13h00

Palermo 2 X 1 Bari – Renzo Barbera

15h45

Roma 0 X 0 Milan – Olimpico

GALERIA DE FOTOS

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Real Madrid levinho, levinho…

Para os futebolistas nada melhor do que outra partida de futebol após a conquista de um título. E se essa partida for no mesmo estádio em que há três dias a equipe ganhou um título sobre seu principal rival, não existe coisa melhor. O Real Madrid só voltou a capital espanhola para “quebrar a taça”, beijar a deusa Cibele e descansar um pouco e retornou a Valencia. O compromisso dessa vez era contra o longínquo terceiro colocado da Liga, o Valencia. Foi o jogo da reabilitação e do que o real poderia ser. Por que? Mesmo com o time misto o Real goleou os Che com gols de dois jogadores que seriam titulares desse time, se não fossem problemas com contusões. Higuaín fez um hat-trick, depois de cinco meses afastado a Pipita provou por que o Real Madrid abriu uma verdadeira temporada de caça por um atacante de área quando o argentino se machucou. Kaká deixou dois. Pelo jogador e pela pessoa, o 8 blanco merece essa vaga de titular no time. Quem saí? Se vira Mourinho! Você não é o bom? Benzema também anotou no Mestalla. Pelo Valencia, Soldado, Jonas e Alba vazaram Casillas, coisa que Messi, Villa, Pedro, Inista, Xavi, Daniel Alves não fizeram na quarta.

Acompanhando o jogo nas arquibancadas do Camp Nou do lado da mais nova culé Shakira, Piqué viu o Barcelona no modo “pensando no Real Madrid” com o time que misturava inevitáveis titulares, pelo quantidade de jogadores no plantel e as contusões de outros e muito reservas. A falta de um lateral direito sobrecarrega Dani Aves que atuou 90 minutos. Baiano arretado. Vai para campo de novo na quarta-feira. Na falta de um zagueiro, Mascherano fez a dupla com seu compatriota Milito. E Villa, na seca de gols (800 minutos sem balançar as redes) jogou para ver se deixava algum contra o Osasuna. E a tática deu certo. No cruzamento de Jeffrén, Villa marcou o seu 18º gol aos 24 do primeiro tempo e é terceiro artilheiro da BBVA. Isso por que ele não marcou nas últimas 8 partidas do torneio. Onde estão os homens gol do campeonato espanhol? No segundo tempo Pep Guardiola mandou a melhor teína do mundo (Messi, Iniesta e Xavi) para campo e sobrou para o argentino fechar o placar aos 42 do segundo tempo. Waka, Waka. O Barcelona continua a oito pontos de diferença do Real Madrid (88 contra 80) e 15 pontos serão disputados.

Fechando o sábado o clássico basco entre Athletic e Real Sociedad, no San Mamés. Os leões não tomaram conhecimento dos Reais e venceram por 2 a 1 deixando a vaga para Europa League mais próxima. Hoje a rodada continua com mais seis jogos e na segunda Zaragoza e Almería, no famoso “jogo dos desesperados” encerram a 33ª rodada.

Veja os resultados, gols e classificação parcial (33ª rodada):

Sábado:

13h00

Valencia 3 X 6 Real Madrid – Mestalla

15h00

Barcelona 2 X 0 Osasuna – Camp Nou

17h00

Athletic 2 X 1 Real Sociedad – San Mamés

Domingo:

12h00

Hércules x La Coruña – José Rico Pérez

Mallorca x Getafe – Iberostar Estadio

Racing Santander x Málaga – El Sardinero

Sporting Gijon x Espanyol – El Molinón

14h00

Atlético de Madri x Levante – Vicente Calderón

16h00

Sevilla x Villarreal – Ramón Sánchez Pizjuán

Segunda-feira:

16h00

Zaragoza x Almería – La Romareda

Rodada de desencanto e sofrimento

Com o campeonato inglês chegando ao fim a tabela de classificação aponta uma boa disputa no final desta edição do torneio. Manchester, Chelsea e Arsenal podem dar o tempero que faltava para atual temporada da Premier League. Se no início o Chelsea dava as cartas e depois com a queda de produção dos Blues, o Manchester United passou a comandar o topo da tabela com ameaças do Arsenal, nessas quatro últimas rodadas, quem tiver mais perna e mais disposição ganha o campeonato.

O Manchester no sufoco venceu hoje o primeiro time azul que tem pela frente (vem aí dois duelos contra o Schalke 04). No Old Trafford, os Diabos Vermelhos penaram para vencer o Everton, que ainda briga por uma vaga na Europa League e se não fosse Chicharito para colocar um pouco de chili na partida, essa passaria em águas mansas. Só que o 1 a 0 foi o suficiente para o Manchester não deixar passar pontos preciosos dentro de casa, nessa reta final de campeonato. Vencer em casa e manter a distância de quem está atrás supera qualquer falta de inspiração do time vermelho, que mais uma vez mostrou-se eficiente.

O Chelsea no derby londrino contra o West Ham, não precisou sofrer muito e ainda contou com o desencanto de Torres, que marcou seu primeiro gol depois de 14 partidas. 3 a 0 sobre os lanternas, que entrará em regime de atenção especial para não ser rebaixado. A diferença de pontos para o primeiro time fora da zona de rebaixamento é de 2 pontos. O West Ham só não fica na Premier se não quiser. Para o Chelsea ainda marcaram Malouda e Lampard. A vitória deixa os Blues com quatro pontos a menos que o líder Manchester que tem uma tabela ingrata. Além de enfrentar o Arsenal na próxima rodada, que se vencer amanhã também encosta na liderança, colocando mais fogo ainda no campeonato, põe frente a frente os Red Devils e o Chelsea na 36ª rodada. Imperdível!

O destaque da rodada fica por conta do Liverpool. No Anfield os Reds não tiveram pena do candidato ao rebaixamento, o Birmingham, e aplicou 5 a 0. Maxi Rodriguez, para alegria de seus críticos fez hat-trick, Joe Cole e Kuyt também marcaram. Seria como um título para o Liverpool, depois de uma temporada apagada conseguir roubar a vaga para os play-offs da Champions League do Manchester City ou do Tottenham. São 4 pontos de diferença para os Sky Blues. Será que dá para Gerard, Kuyt, Suarez e cia?

Amanhã para completar a rodada jogam Bolton e Arsenal. A oportunidade do Arsenal é boa, já que na próxima rodada joga com o Manchester no Emirates, basta saber se o time de Wenger irá aproveitá-la ou ficará no 0 a 0 de novo. Na segunda é a vez do o Manchester City enfrentar o Blackburn no Ewood Park encerrando a rodada.

Veja os resultados e a classificação parcial (34ª rodada):

Sábado:

08h45

Manchester United 1 x 0 Everton – Old Trafford

11h00

Aston Villa 1 x 1 Stoke City – Villa Park

Blackpool 1 x 1 Newcastle – Blomfield Road

Liverpool 5 x 0 Birmingham – Anfield Road

Sunderland 4 x 2 Wigan – Stadium of Light

Tottenham 2 x 2 West Bromwich – White Hart Lane

Wolverhampton 1 x 1 Fulham – Molineux

13h30

Chelsea 3 x 0 West Ham – Stamford Bridge

Enfim o Rei é Real

Foram 120 minutos para decidir quem seria o campeão da Copa do Rey. Uma disputa que parecia inacabável e imprevisível. Jogo truncado: no maior clássico da Espanha e da Europa ninguém queria dar a face para o primeiro tapa. Em partidas como essas onde o equilíbrio prevalece é leviano apontar quem merecia ganhar o título e ainda mais quando se trata de duas equipes como Real Madrid e Barcelona, onde para qualquer lado que a taça caminhasse estaria em boas mãos, em tese, não é Sérgio Ramos?

A partida já começou cheia de polemicas. Foi atribuído a Piqué a frase que dizia: “Ganharemos a Copa do SEU Rei”, reafirmando a ideologia catalã de estado autônomo. O Mestalla estava meio a meio, blancos e culés na arena valenciana para mais um clássico. O empate em 1 a 1 válido pela 32ª rodada da Liga já deu o tom do jogo decisivo pela Copa do Rey. O empate deu ao Barcelona larga vantagem na reta final e praticamente selou o destino do campeonato espanhol. Com isso o Real não queria dar outro título aos blaugranas.

Mas nem tudo era tão simples assim. Os times se lançavam ao ataque mais não concluíam a gol com sucesso. Mourinho provou que sabe estudar um time e preparar sua equipe para jogos decisivos. O Real Madrid, apesar dos tropeços nesse entremeio, é completamente diferente na disposição (não a tática) mas de jogo e mais sólido do que aquele que sofreu 5 a 0 perante o mesmo Barcelona. A defesa merengue anulou as tentativas do adversário, que com Messi, Villa e Pedro no ataque passou em branco. Conta-se aí a presença de Daniel Alves, Xavi e Inieta.

Para os que diziam que Cristiano Ronaldo amarelava nas decisões, vimos o português com uma vontade impar nesse jogo de decidi-lo e por sorte decidiu. Fez de cabeça, sem drible, sem fila, sem plasticidade. Simples como o placar do jogo e com a tensão de uma decisão. O gol marcado aos 13 minuto do primeiro tempo de prorrogação deu ao barça a oportunidade de ainda tentar o empate. Mas o baque foi grande e o time de Pep Guardiola teve que aceitar: o Rei, não importa se a Catalunha o considera dessa forma, enfim é Real.

A disputa todavia ainda não acabou. Não se esqueçam que dois jogos pela Champions League irá parar a Espanha. Na quarta (27) Madrid não pensará em outra coisa. A primeira perna da semifinal mais final de todos os tempos (não desvalorizo Manchester X Schalke, mas o peso de Real X Barça força a minha consideração). O acesso a final da Liga dos Campeões para por esse duelo de campeões: o virtual e indubitável vencedor da Liga BBVA e o real campeão da Copa do Rey. Mesmo sendo torcedor do Barcelona, o título do Real formata uma série em 2011 de tirar o folego. Além dos dois jogos, o da Liga e o da Copa, os dois da UCL, teremos ainda a decisão da Supercopa da Espanha (em dois jogos) e primeiro confronto do campeonato espanhol. Sete partidas em 2011. Quer mais? Só em simulador. Confira a galeria de fotos e os melhores momentos do jogo.

GALERIA DE IMAGENS

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Sem novidades

E a rodada de ontem do UEFA Champions League seguiu sem novidades. Por mais que acreditasse que a Internazionale pudesse reverter a desvantagem, nem os jogadores acreditavam que isso poderia acontecer. Então o jogo seguiu em uma maré mansa e os Azuis Reais dominaram a partida. Raúl fez o seu gol número 71 na UCL e em uma conexão Gelsenkirchen – Londres, a torcida do Real comemorou a marca do seu ídolo cantando o nome de Raúl no White Hart Lane. Thiago Motta empatou aos 5 minutos do segundo , mas foi o Schalke que saiu vitorioso e com moral. Höwedes fez o gol que decretou a vitória do Schalke e um agregado de 7 a 3 sobre o atual campeão da UCL. Dá-lhe Schalke, que se deu ao luxo de trocar de técnico em pleno mata-mata. Pela frente o Manchester United. E ai: Os Azuis Reais ou os Diabos Vermelhos? O time de Ferguson já deixou um azul pelo caminho.

Já em Londres, foi mais legal ver a torcida do Real comemorando o gol do Raúl feito a mais de 600 km de distância do que o jogo em si. Se a vantagem do Real Madrid não fosse tão grande seria até interessante ver o desempenho do Tottenham que foi ofensivo com Bale dando trabalho a Sergio Ramos. Só que o ponto crucail do jogo foi a falha do goleiro Gomes que deixou escapar o chute de Cristiano Ronaldo. 1 a 0 para o Real, 5 a 0 no agregado e Real Madrid e Barcelona que se virem para chegar a final. As partidas entre esses clubes irão parar a Espanha a partir desse final de semana. Os dois times se enfrentam pela Liga dia 16, dia 20 jogam a final da Copa do Rey e dia 27 a primeira perna da semifinal da UCL. Três Real e Barça em onze dias só em 2011, para ficar cabalístico. Se bem que não acredito nessas coisas. Por hoje é só…

Passou o melhor

Sem dúvida nenhuma a chave que mais causou expectativa para os jogos de volta das quartas de finais da Champions League. O resultado do primeiro jogo foi mínimo e dava uma ligeira vantagem ao Manchester, que soube usar o benefício para avançar na competição. Apesar do domínio inicial do Chelsea, que começou com Fernando Torres a frente do ataque, o time da casa contava com a sua defesa titular, Ferdinand e Vidic, para segurar o ímpeto dos azuis. Foi um jogo de respostas rápidas para o Manchester. Se no primeiro tempo o Chelsea começou com mais sede e aos 42 minutos Giggs cruza na área e Chicharito completa para redes freando a atividade do Chelsea, no segundo tempo o confronto ficaria ainda mais equilibrado e mais imprevisível.

O Chelsea sentiu o gol no final do primeiro tempo e na segunda etapa não produziu muito. Se Torres não produziu muito nos 45 minutos iniciais, a solução foi colocar Drogba logo no início do segundo tempo e mais adiante substituir Anelka por Kalou. O time até ficou mas veloz e perigoso, mas com a expulsão de Ramires aos 25 do segundo tempo a classificação ficou distante. Porém aos 31 Essien recuperou a bola lançou Drogba que empatou o jogo. Parecia uma recuperação inesperada por parte do time de Ancelotti, só que mais uma vez a resposta do Manchester foi rápida, mas que isso, instantânea, logo na saída após o gol dos Blues. Em mais uma assistência de Giggs, que participou de todos os gols do Manchester no confronto contra o Chelsea, Park chutou no canto, tirando Cech. 2 a 1 e classificação garantida para o Manchester, que nas últimas seis edições foi as semifinais em cinco oportunidades. Passou o melhor, o time mais arrumado, mais sólido. A tríplice coroa está no páreo. Alguém duvida?

FICHA TÉCNICA

MANCHESTER UNITED FC 2 x 1 CHELSEA FC

Local: Estádio Old Trafford, em Manchester (Inglaterra)

Data: 12/04/2011

Horário: 15h45

Árbitro: Olegário Benquerença (POR)

Assistentes: Bertino Miranda (POR) e João Santos (POR)

Cartões amarelos: O’Shea e Evra (MAN) Ramires, Malouda e Terry (CHE)

Cartão vermelho: Ramires (CHE)

Gols: Manchetser United: Chicharito, aos 44min do 1° tempo, e Park, aos 33min do 2° tempo, Chelsea: Drogba, aos 32min do 2° tempo

Chelsea: Cech; Ivanovic, Alex (Paulo Ferreira 37′ ST), Terry, Ashley Cole; Ramires, Essien, Malouda, Lampard; Anelka (Kalou 16′ ST), Fernando Torres (Drogba 1′ ST). Técnico: Carlo Ancelotti.

Manchester United: Van der Sar; O’Shea, Ferdinand, Vidic, Evra; Nani (Valencia 30′ ST), Park Ji-Sung, Carrick, Giggs; Chicharito, Rooney. Técnico: Alex Ferguson.

Banho-maria espanhol

Na Donbass Arena, o já classificado Barcelona até foi posto a prova. O Shakhtar pressionou em alguns instantes, a brasileirada do time ucraniano tentou mostrar serviço, mas gol que é bom nada. Jadson e Douglas Costa eram os mais ariscos na partida. Mas a partir da metade do primeiro tem pó entrou em ação o modo Barcelona de jogar: domínio da posse de bola. E fpoi assim que o Barça se manteve tranqüilo em campo e quebrou um tabu incomodo: foi a primeira vitória de Guardiola, como técnico blaugraná, fora de casa na Champions League. O gol da vitória saiu aos 43 do primeiro tempo, após Dani Alves passar para Messi, que na área não foi controlado por 3 defensores e marcou fácil o gol da vitória. Quem venha o Madrid? Sim, só que ia 20/04, pela final da Copa do Rey.

FICHA TÉCNICA

FC SHAKHTAR DONETSK 0 X 1  FC BARCELONA

Local: Donbass Arena, em Donetsk (Ucrânia)

Data: 12/04/2011

Horário: 15h45

Árbitro: Florian Mayer (ALE)

Assistentes: Holger Henschel (ALE) e Christoph Bornhorst (ALE)

Cartões amarelos: Mkhitaryan e Ishchenko (Shakhtar); Gabriel Milito (Barcelona)

Gol: Barcelona: Messi, aos 43 minutos do primeiro tempo

Shakhtar: Pyatov; Kobin, Ishchenko, Rakitskiy, Shevchuk; Hubschmann (Fernandinho 30′ ST), Mkhitaryan, Jadson, Douglas Costa (Eduardo 13′ ST), Willian; Luiz Adriano (Marcelo Moreno 21′ ST). Técnico: Mircea Lucescu.

Barcelona: Victor Valdés; Daniel Alves, Piqué (Gabriel Milito 25′ ST), Busquets, Adriano; Mascherano, Xavi (Pedro Rodríguez 21′ ST), Keita; Afellay, Messi, David Villa (Jeffren 30′ ST). Técnico: Josep Guardiola.

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