COLUNA DA SEMANA #10

Força Porto Allez, Allez, Allez…

Com o século XXI ainda engatinhando o FC Porto é o time mais vitorioso desses dez anos iniciais. São 21 títulos. Os Dragões têm sete campeonatos portugueses, cinco Taças de Portugal, seis Supertaças, uma Liga dos Campeões, uma Taça da UEFA e uma Taça Continental. Só para comparar com todo poderoso Barcelona, o time blaugrana no mesmo período tem 13 títulos, enquanto o Manchester United tem 15. Nada comparado a mais de duas dezenas de troféus do time de Elton, Hulk e companhia.

O titulo conquistado ontem na casa de seu maior rival mostra a força desse time, que viu na temporada passada o Benfica tirar a chance do pentacampeonato portista. Pois bem, hoje o Porto foi campeão português com cinco rodadas de antecedência e com marcas invejáveis: 25 jogos, com 23 vitórias e 2 empates. O time conquista o titulo no Estádio da Luz depois de 71 anos e chega a conquista invicto. Basta saber se terminará o certame dessa forma, já que o time ainda joga com outro grande, o Sporting, no jogo das faixas, quando a equipe volta a jogar em casa.

O Estádio da Luz não estava lotado, talvez com a crise na qual passa o país, o português não estava dando muita bola para o futebol, mas quem foi viu um jogo disputado, com o Benfica querendo evitar a festa dos Dragões em seu estádio. No primeiro gol Guarín invadiu a área dos Encarnados, chutou forte e contou com a falha do goleiro Roberto, que viu sem reação a bola chocar em seu corpo e entrar para as redes aos 8 minutos. O Benfica empatou de pênalti cobrado por Saviola aos 17 minutos. Aos 24 o golpe de campeão. O goleiro Roberto comete pênalti e Hulk, artilheiro da competição faz 2 a 1. No segundo tempo foi segurar para fazer a festa. Festa do Porto, ainda muito distante do Benfica na contagem de títulos nacionais: 32 benfiquistas contra 24 portistas.

O título do Porto ensina uma lição para um gigante de um pais vizinho. No primeiro turno os Dragões venceram o Benfica em casa por 5 a 0, venceu novamente, vitória esta que garantiu o titulo, está vivo na copa nacional e pode vencer a Europa League. Esse é o Porto, ensinando o Real Madrid. Chamo atenção também para o trabalho do jovem técnico André Villas-Boas, que profissionalmente só treinou o Académica na temporada passada, mas já passou temporadas em vários times como observador, a exemplo da Internazionale e Chelsea. É isso… Na COLUNA DA SEMANA #10 parabenizo o Porto. Campeão português 2011/2011.

P.S: Que papelão fez o Benfica. Quando o Porto comemorava o título as luzes do estádio foram apagadas e o sistema de irrigação ligados. Papelão. Rivalidade é rivalidade.

COLUNA DA SEMANA #9

Aposta de risco

É certo que na terça-feira, dia 29, São Paulo irá parar. Luis Fabiano e Adriano serão apresentados aos seus novos times. O Fabuloso irá integrar o elenco do São Paulo e o Imperador comandará o ataque do Corinthians. O que há em comum com os dois: nenhum terá estréia imediata. Luis Fabiano saiu machucado do Sevilla e recupera-se no REFIS, já a Adriano que está com o ombro lesionado (a lesão ocorreu no clássico contra a Lazio na Coppa Italia) e também vai demorar para vestir o manto corintiano.

Mas o que me leva a escrever essa coluna não são essas coincidências, mas a aposta que o Corinthians faz em Adriano. É arriscada. O jogador não tem um bom histórico, foi um dos muitos jogadores que depois da eliminação na Copa do Mundo de 2006 caíram de produção. Adriano nem de longe lembra o Imperador dos tempos da Internazionale. Foi incapaz de conseguir um espaço na equipe de Mourinho, que ganhou tudo em 09/10. Já pensaram que ataque: Eto’o e Adriano. Pois é fica só na imaginação mesmo. Podem argumentar que quando ele jogou no Flamengo foi decisivo, foi artilheiro do Brasileiro de 2009, mas a instabilidade que é Adriano não garante que ele será decisivo novamente. O Corinthians vive uma boa fase, após a eliminação na Libertadores e a entrada de Liedson no time os ares no parque São Jorge mudaram.

Adriano e Liedson formam um bom ataque. São dois jogadores de características diferentes e que hoje formam a base de qualquer ataque. Um jogador mais de área e outro de velocidade. É evidente que seria bom e necessário para o Corinthians um ataque assim, mas não sabemos em que condição estará Adriano. Se não avisaram que ele não tem o mesmo prestígio que Ronaldo, é bom avisar. Falando em Ronaldo, a carreira de Adriano no Brasil será gerenciada pela “9ine”, empresa do Fenômeno, bem como a imagem do jogar e as sondagens de patrocínios para bancar o atacante no time. A vinda do Imperador já era um desejo antigo de Ronaldo que ele não conseguiu concretizar como jogador e agora fora das quatro linhas vê o atacante no time da capital paulista.

Porém com em todo o bônus tem seu ônus, a contratação de Adriano acarreta em uma perda para o elenco do Corinthians. Liedson e Adriano serão os atacantes titulares do time, com isso ou Jorge Henrique ou Dentinho ou Bruno César perdem sua posição no time. Na formação do Corinthians não cabem cinco jogadores ofensivos entre os 11. E o resultado já está por vir. Em nota oficial o Corinthians liberou o meia Bruno César para negociar com outro time. O Benfica é o destino mais provável. Enquanto um chega e outro vai o que fica claro mais uma vez é que o futebol brasileiro estará sempre aberto para a volta de seus jogadores em má fase. Pena que eles só voltam em má fase. O marketing do time estuda fazer a apresentação do jogador no Parque da Independência. E aí: independência ou morte? Tudo dependerá de você Adriano.

COLUNA DA SEMANA #8

Voltando, COLUNA!

Enfim voltando a escrever no meu preferido espaço deste blog. Com algumas semanas sem atualizar a seção espero regularizá-la novamente sempre as sextas, como d’antes. Só que hoje, nossa terça-feira, para comemorar a volta ao trabalho, nessas linhas só caberão fatos relativos ao futebol brasileiro. Nessa reta final de estaduais pelo Brasil, e com Libertadores e Copa do Brasil em andamento não vejo a hora de se falar em Campeonato Brasileiro. O assunto é quente mesmo antes do seu início. Algo nunca antes visto na história desse país (para parafrasear nosso ex-presidente em tempos em que só se fala em Obama), como as discussões sobre os direitos de transmissão do campeonato brasileiro, preenchem de forma agradável a pauta de alguns veículos da grande mídia e blogs espalhados pela rede. Pelo desenho que está se formando, com as emissoras fechando contratos diretamente com os times, a despeito da licitação realizada pelo Clube dos 13, que resultou na Rede TV! como a vencedora do processo, ainda a ser avalizada pelos clubes, que dão sinais negativos a emissora, as opções para o telespectador poderão aumentar, com a novidade da Record transmitindo o campeonato. Com inicio previsto para maio, muitos contratos serão assinados e muita discussão sobre o tema ainda será parte das pautas nos veículos de comunicação esportivos. Na coluna passada escrevi sobre esse assunto. Vale a pena ler.

A bomba da terça é a demissão de Joel Santana. Após derrota no clássico no domingo contra o Vasco e de se desentender com a torcida, o Papai Joel não passou a mão na cabeça de ninguém e depois de 14 meses pediu para sair do Botafogo. Com dois times na Libertadores sem técnicos, tem mercado para Joel, que nem precisará sair do Rio. Não é Fluminense? Meu próximo alvo é o time das Laranjeiras, que teve a idéia de oferecer um contrato de três meses para Gilson Kleina, atual treinador da Ponte Preta. Convenhamos, tem muito jogador por aí que faz esse tipo de contrato, mas técnico está atrás de projeto e não em arriscar fazer um bom trabalho, atrás de uma possível extensão de seu contrato. Falando nisso, não gostei do comentário do André Henning ontem no Jogando em Casa da TV Esporte Interativo, deixar o certo pelo duvidoso não á atitude mais racional a ser tomada. O Santos também é outro time sem técnico e no desespero. Muricy Ramalho é a preferência, será que vem? A meninada gosta de mandar lá na Vila e Muricy com seu estilo já consagrado pode colocar os jovens egos em seus lugares e concentrar na Libertadores, competição em que o time, na mesma forma que o Fluminense vai mal e pode não se classificar para a segunda fase.

Grêmio, Internacional e Cruzeiro estão com a bola cheia no torneio continental e o time mineiro é o que mais agrada. Veremos os jogos fora de seu domínio contra o Guaraní no Paraguai e o Estudiantes, na Argentina, que será a prova de como o Cruzeiro poderá se comportar no mata-mata da próxima fase. O time argentino é forte e vem mordido pela goleada sofrida em Minas. No Campeonato Paulista, se os organizadores do certame soubessem que o G4 do futebol paulista estariam ocupando as quatro primeiras posições do torneio as quartas de finais, novidade dessa edição não existiriam. Nota-se que o motivo dessa novidade no regulamento é fazer aquela moralzinha com os times do interior. Realmente, melhor para eles. Já pensaram no Oeste, da distante Itápolis, eliminando o Santos, por exemplo! Mas sabemos também que organização e futebol no Brasil são imiscíveis. Igual a água e óleo.

As novidades no mercado da bola são as contratações em Minas. Pelo Cruzeiro, o antigo sonho de consumo palmeirense, o atacante Brandão, ex-Olympique de Marseille é o mais novo atacante do time. Boa contratação. O jogador vem sofrendo um processo de estupro na França e veio para o Brasil ficar com a família. O Cruzeiro não perdeu tempo e fechou com o atacante. A situação jurídica do jogador ainda é indefinida. Oitavo atacante no time mineiro, Brandão chega de graça a Toca da Raposa até o final do ano. O Cruzeiro pagará integralmente seu salário. O Galo fechou com um ex-cruzeirense que é bom de bola e estava na Russia. Após perder Tardelli para o Anzhi, Guilherme chega para ser titular do ataque alvi-negro. Ponto para a dupla mineira.

COLUNA DA SEMANA #7

Quanto maior o bolo, maior a fome

Publico essa coluna com atraso porém como opiniões são atemporais vamos aos fatos. E é hora de falar de política. Quem acompanha o blog, vê que o carro chefe do FUTEBOLÍSTICO é a crônica esportiva, com informações dos campeonatos nacionais da Europa e no Brasil. Só que o assunto que dominou a semana que passou é o racha que está se instalando no Clube 13. A União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro, comumente Clubes dos 13, ou agora na era twitter, simplesmente C13, é uma entidade criada em 1987, com objetivos políticos e econômicos. Uma de suas responsabilidades é a venda dos direitos de transmissão do campeonato brasileiro. Pois bem é ai que pegou para a instituição. Além de não concordar com a condução do processo de negociação dos diretos de transmissão, o Corinthians juntou algumas vozes dissidentes para desfiliar-se da entidade. Sobrou até envolvimento da CBF, que apesar de dialogar com o C13, nunca foram unha e carne e estaria influenciando alguns times a romperem com o Clube, segundo seu presidente Fábio Koff.

Além de querer mais vantagens, ou melhor, abocanhar uma fatia maior do bolo (o Corinthians está no grupo que mais arrecada com direitos de transmissão), o clube alega que existiu falta de lisura por uma suposta ligação de uma membro da comissão de negociação do C13 a um alto executivo de uma emissora interessada. Suposições a parte, a atual emissora que detêm os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro estava prestes a perder seu monopólio. A Globo entregou ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em Termo de Cassação de Conduta, em que a emissora abria mão das preferências na negociação dos direitos para o triênio 2012-2014. A Globo tinha o privilegio de cobrir a oferta de qualquer concorrente, tornado desigual o processo de negociação. Sem esse bônus a emissora carioca encontraria uma concorrente com grana e disposta a abrir o cofre: a Record. Aí veio a apelação. Sem vantagens na jogada, com uma possível drástica mudança na cobertura por vir, o Timão puxou a fila dos insatisfeitos e resolveu negociar na base do leilão (no quem dá mais mesmo, raspar o tacho) o direito de exibição dos jogos do Todo Poderoso. Preferência é claro que o clube tem. É inegável que a Globo possui uma audiência infinitamente maior em cobertura esportiva do que suas concorrentes, até a outra ponto do cartel, a senhora Band, perde para o Plim-plim na audiência. A continuação na visão dos cartolas seria melhor para os seus negócios, os patrocinadores continuariam injetando dinheiro e etc. Mas antes de finalizar gostaria de deixar um exemplo não para ser copiado, até por que aqui não se chega aos patamar (ou aos valores) e depois deixo outro exemplo de uma situação muito parecida a que esta se instalando aqui.

Na Inglaterra os direitos de transmissão segue uma organização muito simples na dua divisão. Na hora cair na conta do time a grana vai assim: 50% da receita são divididas entre os 20 times, 25% bonificação que depende da classificação do time e mais 25% de acordo com a audiência de cada clube. Segundo com o site FutebolFinance os direitos de transmissão da Premier League 09/10 ficou em 893 milhões de euros, o que dá uma média de 44, 6 mi para cada time. Aí entram os bônus já citados e pronto. Exemplo: fora os copas nacionais, canal de televisão próprio (on demand ou live, mas o usuário paga pelo serviço) e competições européias, só com a Premier League, o Manchester ficou com 58, 2 mi. O Hull City, rebaixado nessa temporada viu a cifra de 36,7 mi na dua conta. O campeão Chesea foi a terceira maior fatia com 53,9 mi. A diferença de quem levanta a taça e quem cai fica em 17, 2 mi.

Na Espanha, Barcelona e Real não vendem coletivamente seus direitos de transmissão. Se com os 20 clubes chega-se a 500 milhões para serem divididos, os dois juntos e trabalhando sozinhos fazem quase metade disso. Parecido ao que querem fazer por aqui. Na divisão desse ano da cota relativa ao ultimo triênio que termina esse ano, os contemplados do grupo 1: Corinthians, Vasco, São Paulo, Flamengo Palmeiras deverão receber algo em torno de 21 milhões. A venda dos direitos de transmissão no Brasil ocorre até então de forma coletiva, até por que de acordo com a lei Pelé os clubes devem pagar aos jogadores 20% do valor pago pela partida, e para que que exista a transmissão é necessário a anuência entre os times. Em caso de venda individual por exemplo, só o time que joga em casa poderia pagar o que é de direito a seus jogadores pela partida. O Corinthians teria aí um impedimento judicial, já que em lei, a venda é coletiva. Noticias divulgam que a Globo também desistiu de participar da negociação atual e partiu para a conversa com os times, o que cai no mesmo empecilho corintiano. O jornalista espanhol Santiago Segurola que escreve para o Diário de Notícias de Portugal nos deixa o seguinte alerta sobre o caso da Espanha: “A Liga espanhola não é uma competição real. É um lamentável simulacro.” Para além das quatro linhas e de tudo o que representa o futebol, vale a pena pensar o backstage desse esporte e refleti-lo.

COLUNA DA SEMANA #6

O Barcelona não é mais o mesmo?

Jogador de futebol fala pelos cotovelos. E o lateral esquerdo de Real Madrid, Marcelo, soltou uma frase interessante durante uma entrevista publicada esta semana no MARCA. “O Barcelona não é mais o mesmo do ano passado por que agora tem muito mais pressão”. Ora pressão para cima do Barcelona sempre existiu desde antes de Ronaldinho Gaúcho, Messi e companhia. O time azul grená é uma grande equipe e pressão tanto por parte dos outros times, como em relação a resultados existirá anoa após ano.

O que acontece é que depois da derrota do Barcelona de virada frente ao Arsenal querem minar ou começar por em dúvida o poderio do time catalão. É evidente que nenhum time é imbatível, mas quando se trata de Barcelona, todo e qualquer favoritismo logo caí sobre o time espanhol. O futebol apresentado pela equipe não me deixa mentir. É só assistir algumas partidas, ou melhor vejam os gols, as jogadas trabalhadas antes do time balançar as redes. Passes corretos, envolvendo o time, até chegar ao gol. A imprensa espanhola certa vez disse que o futebol do Barcelona é um “futebol de memória” ou seja é sempre a mesma coisa, como se não mudasse. Se for assim, todos os times do futebol espanhol sofrem de amnésia, por que se é a mesma coisa o time se torna previsível, o que na realidade não é. O Barcelona é um time feito para atacar e por isso o jogo flui tão fácil para o time. Veja só: na partida em Londres na quarta o jogo estava em 1 a 1 e o Barcelona em peso no ataque tentando o gol da vitória, até levar um contra-ataque e sofrer o gol que daria a vitória ao Arsenal. Não é um time que recua, pelo contrário.

Marcelo tem razão, o Barcelona não é mais o mesmo, ele está melhor. É um time que joga no 4-3-3 sem centro-avante. Nas últimas temporadas sempre teve um como Eto’o e Ibrahimovic, mas nessa o ataque é formado por Messi, Pedro, Villa, sendo que o 10 joga centralizado. Mas isso só no papel, por que o argentino flutua por todo ataque. É trabalho para o adversário. Não tem mais um jogador isolado na área esperando a bola para fazer o pivô, chutar ou cabecear. Só para terminar essa coluna sobre o Barcelona e continuando repercutindo a entrevista do lateral merengue, ele disse que Pedro é o jogador mais importante da equipe catalã. Outra estratégia para tirar o peso de Messi da equipe, mas se formos analisar friamente, o santacrucero já não é mais o amuleto de temporadas atrás. Titular incontestável Pedro Rodríguez é um jogador de 36 jogos e 19 gols. Bons números desse jogador que tem e terá uma brilhante carreira no Camp Nou.

Pequenos pensamentos:

*** Assim como o Fenerbahçe em 2009 fez a limpa no Corinthians contratando André Santos e Cristian de uma só vez, é a hora de outro bom cheque levar mais jogadores do Timão. Depois de Roberto Carlos que saiu sem deixar nada, é a vez de Jucilei partir para o Anzhi Makhachkala, dessa vez sim, a proposta é boa, o jogador até onde sei não é ameaçado pela torcida e como ele diz, “lá é frio, mas o dinheiro está no bolso”. Pois é se você for mesmo Jucilei, não reclame de que você foi esquecido, por que você esta indo para um time recém-promovido a primeira divisão e sem tradição nenhuma na Rússia. O volante não jogará contra o Santos pela rodada do Pauistão.

*** Exemplo mesmo é o Manchester United. Quem diria que um canhoto das categorias de base do maior rival do time, o Manchester City, iria se transformar no mais vitorioso jogador do Reino Unido, com 31 títulos, e mais 850 partidas pelo United. Ryan Giggs renovou seu contrato, aos 37 anos, por mais um ano com os Red Devils. Acertada decisão. Gostaria muito de ver um jogador como ele em uma Copa, mas já não é mais possível.

COLUNA DA SEMANA #5

O que acontece com o Corinthians?

Não é questão de torcer pelo time ou outra conspiração que queiram falar. Volto a escrever sobre o Corinthians por um motivo: o Corinthians não pode se curvar a uma eliminação na Libertadores. Foi vergonhosa, a torcida não merecia, mas a instabilidade que vive o time do Parque São Jorge é resultado do insucesso na competição continental. A torcida tem uma grande parcela de culpa. Tem uma anedota que diz que torcedor do Corinthians é marginal, não presta, entre outra coisas. Não concordo com isso nem nunca concordarei, mas as ações dos torcedores corintianos, muitas vezes intimidando os atletas do time, contribuiu e muito para que algumas coisas acontecessem. Só para fazer um exercício retrospectivo, no ano passado, na confusa passagem de Adílson Batista pelo time, a torcida invadiu o CT, cobrou dos jogadores e etc. A queda do técnico também se deu sobre pressão dos torcedores do time.

A saída de Roberto Carlos do Corinthians, além de deixar uma lacuna na posição, deixa o time sem um jogador fundamental para a equipe. Jogador nenhum deixaria o Corinthians de uma hora para outra e iria para o desconhecido Anzhi Makhachkala da Russia (alguém tem informação sobre esse time? Sei que é de 1991 e a cidade do time Makhachkala é capital do Daguestão, uma divisão federal da Russia, uma especie de estado, que faz fronteira como o Azerbaijão) se não estivesse acontecendo alguma coisa séria. Boa proposta financeira? Conversa para boi dormir. Encerrar a carreira com 22 milhões de reais no bolso é muito bom, mas na minha opinião não tem sentido nenhum um jogador do naipe de Roberto Carlos (que estava jogando bem no Corinthians) ir jogar nesse fim de mundo. Dinheiro ele já tem e muito. Ameaças pessoais contra o lateral foram decisivas para o pentacampeão reincidir seu contrato com o time. A vitória contra Palmeiras e Ituano (essa última com dois gols do estreante Liedson) pareceu colocar um pouco de ordem na casa. Mas o Timão não começou nem a catar os cacos da eliminação na Libertadores. E agora com uma peça importante do time saindo e um jogador afastado, como fica a equipe? RC saiu e Bruno Cesar está sem jogar desde o primeiro jogo contra o Tolima por que estaria fora do peso e mascarado. A confirmação do interesse em Ganso, mostra que os dias do atual camisa 10 do Timão estão contados. Será? Gosto do futebol de Paulo Henrique mas não sei se ele jogaria no Corinthians o que joga no Santos. É claro que ele está insatisfeito com seu time formador pela gritante diferença de salário que tem em relação a Neymar, mas tenho minhas dúvidas sobre o rendimento dele no Corinthians. Se vim, torço para que dê certo.

A prioridade agora seria repor a lateral esquerda. Quem assume? Marcelo Oliveira? Não provou ainda com a camisa do Corinthians o que se espera dele. Fábio Santos foi mal no jogo contra o Tolima e não inspira confiança. O problema é outro. Coloca o Bruno para jogar e a mão no bolso para contratar um lateral esquerdo a altura do time. E mais: a saída de Roberto Carlos. Pode colocar na conta da torcida. Lamentavelmente.


COLUNA DA SEMANA #4 POST Nº 100

Fim da seção

Nem bem nasceu e já tem o seu fim. Com o sugestivo nome TIMÃO NA LIBERTADORES a seção se encerra junto com a fracassada campanha do time na pré-Libertadores. Culpados? Deixemos isso para quem gosta de desculpas, procurar um vilão, essas coisas. O fato é que o Corinthians pediu para cair nessa fase. É certeza que o título do Campeonato Brasileiro 2010 seria do Fluminense, agora aquela partida contra o Goiás foi o primeiro golpe de misericórdia sofrido pelo time. Muito antes do gol de Santoya ontem a noite. Não ser capaz de vencer uma equipe já rebaixada e com os jogadores reservas foi o fim. Resultado: de aspirante ao título o Corinthians caiu na fase de pré-Libertadores. Já que Internacional e Santos já estavam garantidos, restringiu-se o acesso direto a competição somente para campeão e vice. Corinthians, o terceiro e Grêmio, o quarto foram para a batalha antes da guerra começar.

Sou corintiano mas não resisto a piada. Mesmo sem vencer a competição, o Corinthians fez história. Foi o único time brasileiro a ser eliminado nesta fase da competição. A partida de ontem já denunciava o que seria o time. Sem Roberto Carlos machucado e Bruno César sacado, o time jogou com três volantes. Defensivamente desastroso. Logo no início em uma saída errada o Tolima quase marcava. O primeiro tempo foi ridículo, merece poucas linhas de crônica, nada aconteceu. Time com pouca criatividade, sem jogadas, Dentinho e Jorge Henrique apagados, Ronaldo sem se fala. O Corinthians deixou ser dominado pelo Tolima. Parecia uma eliminatória que envolvia um time já tradicional na competição e um iniciante. Só que os papéis se inverteram. O Tolima é que parecia íntimo de como deve se jogar uma competição como essa. Basta ver o segundo tempo. O time empurrado pela sua torcida não deu chances ao Corinthians e precisou de dois ataques para definir a sua classificação. Santoya aos 20 minutos abriu o placar e deixou o Corinthians com 25 minutos para fazer um gol e comemorar a classificação na fase de grupos. Mas o time nada fez. Abatido, sem ações e principalmente sem raça. As alterações não surtiram efeito. Quando Ramirez entrou eu gostei. O peruano jogou bem no domingo contra o São Bernardo, mas faltou cabeça. No primeiro lance foi expulso. O segundo gol colombiano foi espetacular. O lançamento antes o meio campo achou Murillo livre para cruzar na área e Medina fazer o gol que enterraria o Timão. 2 a 0 e o Tolima cai no grupo de Estudiantes (ARG), Cruzeiro (BRA) e Guaraní (PAR). É claro que esse time do Corinthians não é parâmetro para se avaliar o desempenho de um time, até por que não jogou nem 1% do que pode jogar, mas o Tolima não chegará nem a incomodar os favoritos do grupos, o argentino de La Plata e a raposa mineira.

Agora a parte boa. Na ENQUETE DA SEMANA pergunto o que foi a eliminação do Corinthians. Previsível, Mercida, Vergonhosa ou Surpresa. Para mim as quatro. Previsível: se um time não contrata bem não tem um elenco com peças de reposição, correto? Até o Grêmio contratou melhor. A sua contratação, Vinicius Pacheco fez dois gols no jogo de ontem. Chegou e resolveu. E olha que nem é titular. Chegou para o lugar de Borges. O Internacional nem se fala. O Fluminense manteve a base e o Cruzeiro que não repita o exemplo do Corinthians. Merecida: talvez essa seja a menos provável, rola aquela história de respeito ao time e etc, mas pareceu que o Corinthians menosprezou o Tolima, pensando que seria fácil, que passaria como se diz na Bahia “de boa”. Mas que nada, isso é Libertadores, ou melhor, pré-Libertadores. Vergonhosa: pela tradição e pelo fato de não ter jogado nada as duas partidas. Não houve melhora, tirar um meia de criação e colocar um volante é dar um tiro no pé, não é mesmo Tite? Supresa: Ah! Vamos lá foi zebra mesmo. Ninguém esperava que o Corinthians seria eliminado pelo Tolima. Parece um encosto que o Corinthians tem que não consegue se dar bem em eliminatórias na Libertadores. O histórico já denuncia. As eliminações seguidas pelo Palmeiras, em 99 nas quartas e 2000 na semi deixaram marcas. E a eliminação recente contra o Flamengo na última edição do torneio, quando o time tinha a melhor campanha foi pior ainda. O Corinthians precisa aprender a jogar mata-mata. Raça o time sempre tem que ter, até por que é Corinthians e ontem não se viu isso em campo.

COLUNA DA SEMANA #3

Estaduais bipolares

Boa noite amigos e amigas do O FUTEBOLÍSTICO. Voltando a COLUNA DA SEMANA repito o tema da coluna passada: Estaduais. No último post dessa seção escrevi sobre a importância do torneio e nesta abordarei um aspecto inerente a competição: a sua bipolaridade. Se por um lado o estadual não serve para dizer se o time está bom ou não, por que se demite treinadores ou times começam a entrar em crise e a “lavação” de roupa suja saí do interior do clube e ganha os ouvidos de terceiros? Ou uma coisa ou outra: ou não se dá muita importância ao fato de um time perder três partidas consecutivas no estadual contra times sem expressão e procura-se saber o real motivo do que acontece na equipe ou demite-se o técnico por causa dos maus resultados reconhecendo que o estadual serve sim para visualizar o futuro do time na temporada. É claro que tem muitos times que funcionam na seguinte lógica: um time nos estaduais e outro para o Brasileirão, Copa do Brasil etc. Mas a moral do clube cai com uma campanha ruim no torneio. É como se não fossem capazes de cumprir uma obrigação. Não quero aderir, mas já aderindo, ao discurso que diz que no estadual o time grande sempre tem que ganhar do pequeno. Isso seria desmerecer o trabalho que o time desconhecido faz antes de entrar em campo. Mas você dizer que o Vasco não pode ganhar de Resende, Nova Iguaçu e Boavista ou é conhecer demais essas três equipes ou ser um torcedor rival. O Vasco deve ganhar desses três times! Não sou vascaíno nem me simpatizo pelo futebol carioca, apesar de acompanhar os clubes mais tradicionais. Mas o time da colina é campeão brasileiro e da Libertadores, já jogou duas finais de Mundial de Clubes e se transformar no que estamos vendo é demais. Encontrar culpados é fácil, colocar dirigente no telefone e cobrar explicações mais ainda. Mas ninguém reconhece que até nos estaduais o futebol vive de resultados, ou boa campanha ou rua. Torcedor paga caro, a mídia é eterna defensora deles (que é a sua audiência) e torcedor nenhum gosta de ver o seu time perder aí PRESSÃO e CRISE (visite os sites esportivos brasileiros e veja a quantidade de vezes que essas palavras aparecem).

A demissão do técnico do Vasco, PC Gusmão, a crise instalada no Vasco com afastamento de jogadores e a procura por um novo técnico anuncia a importância que a campanha do time no estadual teve nas ações da diretoria do time vascaíno. Dizem que PC não tinha um bom relacionamento com o time e etc etc. Mas a verdade é que se o time tivesse contratado um jogador midiático, tivesse arrebentando, desentendimento nenhum tiraria o cara do gargo. Se as rusgas vêm desde o ano passado, por que deixaram chegar a esse estágio?

Isso é só um caso. Na Bahia um desentendimento entre o atacante do Bahia Jael e um membro da equipe técnica serviu para virem à luz problemas internos do clube, como o atraso do salário do jogador desde outubro de 2010, informação dada pelo mesmo durante explicações sobre o confusão de hoje concedida a uma rádio. Vale lembrar que ano passado o jogador foi decisivo para o time subir a série A e em 2009 o Cruel foi a salvação do Bahia a um possível descenso para a série C. Se for verdade o Bahia está pecando: nos tempos de hoje é difícil um jogador criar identidade com o clube e o Bahia tem em seu número 11 um jogador que caiu nas graças da torcida. O jogador foi sondado por Grêmio e Vasco e ficou no Bahia. É hora de valorizar. Copa do Brasil e Séria A vem aí.

O campeonato mineiro estreia esse fim de semana sem seu principal palco, o Mineirão, fechado para as obras da Copa de 2014 e veremos o que vai render o campeonato que tem três times na primeira divisão, só perdendo para Rio e São Paulo. Então a bipolaridade dos estaduais não é invenção da cabeça do bogueiro que vos escreve, é fato!

COLUNA DA SEMANA #2

Estaduais: necessários e polêmicos

Essa coluna será breve. E a brevidade dela revela sucintez da minha opinião. Apesar de acharem desnecessário, de os preparadores físicos reclamarem, entre outras coisas, os campeonatos estaduais são mais que uma pré-temporada de luxo. Os grandes clubes no Brasil costumam se apresentar nos primeiros dias úteis de janeiro e os estaduais (a maioria) já começam no início da segunda quinzena do mês, ou seja, o tempo de preparação para o torneio é reduzido e os preparadores físicos têm que apertar no condicionamento dos atletas para os colocarem em pé de igualdade com as outras equipes que já se preparavam com antecedência.

Mas os jogadores hoje já estão adaptados e sabem que o ritmo do calendário e do futebol mudou nos últimos anos. Grandes clubes no exterior chegam a disputar quatro competições em uma temporada e competições longas a exemplo da Champios League, dos campeonatos e copas nacionais, sendo que alguns países como Portugal, Inglaterra e França chegam a ter duas copas nacionais. Enfim, hoje o jogador de futebol tem que estar preparado para uma temporada extenuante. As reclamações sobre o calendário do futebol brasileiro ganharam mais vozes quando o formato do campeonato brasileiro estendeu a duração do torneio em três meses, coincidindo com a Copa do Brasil e fase final da Libertadores. A discussão é: o estadual “atrapalha” a preparação das equipes para a Copa do Brasil e dos times que disputam a Libertadores. Mas o que seria de times que não disputam mais nada na temporada a não ser o estadual, e veem nesse uma oportunidade de classificação ou para a próxima copa nacional ou até a série D do brasileiro? Existem times que só tem o estadual como renda para se manter e pagar salários. E aí? Fecham as portas? É preciso se não valorizar o os estaduais, criar medidas para que ele já não comece desvalorizado, com tantos clubes e pessoas torcendo o nariz ao torneio. Amanhã começa o Paulistão, o mais forte, o que mais movimenta dinheiro e que tem dois clubes disputando a Libertadores, o Santos, que já está na fase de grupos e o Corinthians que começará do dia 26/01 sua caminhada na competição em sua fase de play-offs. Começa amanhã também o Baianão. A partida de abertura reflete a situação no estado. O derby Feirense e Bahia de Feira será disputado por duas equipes que fora o Baianão, disputam a desconhecida Copa Governador do Estado e que se não conseguirem chegar pelo menos nas semis podem não disputar mais mas nada esse ano, pois a associação melhor colocada no estadual de 2011 garante vaga no brasileiro da série D, exceto, é claro, para as associações que já estão nas séries A e B (Bahia e Vitória).

Os estaduais são uma necessidade até para o torcedor voltar a ver seu time (ai avalia-se o preço do ingresso), assistir as peças contratadas e também para os times de colocar em ritmo de jogo os seus jogadores, além das rivalidades: Ba-Vi, o Majestoso, Fla-Flu, Gre-Nal (que poderá ter times B disputando a partida) só para ficar nos principais. A discussão é polêmica, mas não é tão controversa que tente minar a tradição desses torneios que surgiram antes dos campeonatos nacionais.

Amanhã tem novidade

Estreia a seção FUTEBOLISTICOCAST. Fiquem ligados!

COLUNA DA SEMANA #1

A saga continua. Até quando?

Começo essa coluna ás 22:25 de sexta-feira, 07 de janeiro. Esperei por algum assunto, consultei sites, outras mídias enfim, por falta de informação eu não ficaria sem escrevê-la. Mas um tema que encaminhasse todas essas linhas não surgiu com muita facilidade. Só se lia sobre Ronaldinho e toda essa trama que se desenrola em terras tupiniquins. Se fosse no período eleitoral essa novela estaria mais para um trolóló ou o gaúcho estaria tergiversando sobre em qual time ele jogará nesta temporada.

Esse discurso de “novela” esconde um ponto que às vezes me intriga, e eu verei muitas coisas no futebol, assistirei gerações de craques e não me acostumarei com isso. Por que os jogadores brasileiros explodem no país, vão para o exterior, fazem tudo o que se espera deles e depois caem (rapidamente) em declínio retornam para o seu país? Temos muitos exemplos, mas vamos ficar com dois recentes: quando ele começou no Santos, a cor da pele, a aparência facial, tudo lembrava Pelé. Robinho surgiu como a joia do time santista e depois se transferiu, sem passar por nenhum outro time no exterior, para o Real Madrid. O fato curioso é que normalmente quando o jogador é muito novo e vai logo para um time da grandeza do Real Madrid, ou ele é emprestado ou passa uma temporada no time B e faz-se algo para a aquisição pegar experiência. Mas não foi dessa forma com Robinho. Ele rapidamente estreou e com a camisa 10 galática. Conquistou alguns títulos, titularidade na seleção, foi para a Copa de 2006, mas depois o jogador não foi o mesmo. O mal futebol apresentado, junto com a insatisfação no time, fez com que o jogador se transferisse para o Manchester City. Lá o atacante também foi bastante irregular e acabou voltando para o Brasil, no início de 2010 para fazer parte da campanha vitoriosa do Santos no primeiro semestre e cravar um lugarzinho na seleção de Dunga (lugar que ele já tinha, mas nunca se sabe não é Pedalada?). Chegou por baixo e saiu por cima. Não aproveitado no City, foi para a Milan e hoje volta a ser um pouco daquele Robinho de 2002 a 2005.

Voltando ao personagem de início, o nosso saudoso Ronaldinho Gaúcho e olha o que ele fez: melhor do mundo em 2004 e 2005, campeão pelo Barcelona de campeonato espanhol, Champions League, de Copa das Confederações (isso pela seleção) entre outros. Quem viu RG fazer o que fez na Espanha nunca pensaria, ou sequer imaginaria, que aquilo um dia acabaria. Seria algo impensável. Será que o craque passou a ser previsível? Para mim não. E justifico. O bom jogador sempre tem uma carta na manga, um bom técnico sempre fará com que a previsibilidade torne-se novamente uma interrogação.

O fato é que depois de duas temporadas perfeitas, antes da Copa do Mundo na Alemanha (2004/2005 e 2005/2006) vieram mais outras duas após o mundial em que Ronaldinho não foi produtivo. Badalação, forma física e o que mais conviesse serviu de motivo, além do futebol, para o jogador trocar o Barça pelo Milan na temporada 2008/2009. A troca de comando técnico no time catalão, a saída de Frank Rijkaard para que Pep Guardiola assumisse o time, fez o gaúcho passar longe das pretensões do novo técnico. No Milan o jogador não conseguiu ser tão eficiente quanto esperava-se. Não conquistou nenhum título e agora está nessa “novela” de quem dá mais pelo craque. Quando eu falo em declínio não é rebaixando o futebol brasileiro a receptáculo de jogadores em má fase, mas é revelando a própria situação em que o jogador se encontra. Até por que não seria pelas quantias apresentadas pelos clubes brasileiros interessados, que não se sabe de onde tiram esse montante que a cada hora surge nesse leilão, que Ronaldinho viria para o Brasil. Pois além de ser abaixo do que ele realmente valeria em boa fase e forma, o retorno do gaúcho prova o quanto o futebol brasileiro está no roteiro de recuperação do seus craques que vêm perdendo espaço no concorrido futebol europeu.

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