Mirem-se no exemplo daqueles meninos da Catalunha

Os dois melhores times europeus (quem sabe do planeta também) chegaram ao estádio de Wembley, em Londres, Inglaterra com o melhor de seu plantel e a chance de sagrar-se tetracampeões do torneio. Sem favoritos a final trazia o vistoso futebol do Barcelona de Lionel Messi, Xavi, Inesta, David Villa e Daniel Alves contra a eficiência do invicto Manchester United de Sir Alex Ferguson, Wayne Rooney e companhia. Era imprevisível, apesar do time catalão levar uma vantagem pela qualidade técnica de sua equipe. Se o time inglês aposentaria seu goleiro neste jogo, as 40 anos van der Sar se despede dos gramados, o Barcelona não contava com o seu jogador símbolo, o zagueiro Puyol, que estava na reserva e sentiu dores antes da partida.

Quando árbitro húngaro Viktor Kassai apitou o inicio de jogo na Inglaterra o Manchester começou pressionado o adversário e rondando a área do goleiro Valdés. Os primeiros minutos do time “da casa” mostraram que o United estava com toda disposição para devolver a derrota de 2009, quando perdeu em Roma para o mesmo Barcelona. Mas o time espanhol também chegava, como na tabela entre Villa e Messi, quando o argentino chegou atrasado para completar o último passe, mas não imprimia o ritmo de jogo que está acostumado, com maior posse de bola e ataques regulares. O sistema de marcação dos times funcionava bem e evitava que jogadas mais perigosas terminassem em gol. Mais aí entrou em cena a genialidade dos dois lados. Primeiro com os “visitantes”. Xavi encontrou Pedro na área e passou para o atacante que mandou para as redes com o goleiro holandês já batido. 1 a 0 para o Barcelona, aos 21. O Manchester devolveu na mesma moeda e doze minutos depois, em tabela do Giggs e Rooney, o 11 dos Diabos Vermelhos deu a assistência para o atacante inglês mandar no ângulo do goleiro espanhol. O Barcelona tinha a maior posse de bola e tentava ainda no primeiro retomar a vantagem no placar. Iniesta, depois de bate-rebate, chutou forte de fora da área e o van der Sar defendeu.

Na volta para o segundo tempo o Barcelona teve um comportamento inverso a etapa inicial e começou melhor na partida. Encurralando o time adversário, a equipe catalã contou com uma atuação inspirada de Messi para levantar o título. Aos 8 minutos o argentino costurou a zaga e de fora da área finalizou sem chance para van der Sar. Golaço. Para evitar o terceiro gol o lateral Fábio foi para a dividida e acabou levando a pior se machucando no lance. O português Nani entrou no lugar do jogador e Valencia foi recuado para a lateral. Messi ainda teve outra oportunidade de sacramentar a vitória do time catalão, mas o goleiro do Manchester estava lá para evitar o tento. O Manchester apostava nos contra-ataques, mas com Chicharito apagado no jogo e com o time bem marcado, a equipe inglesa não aproveitou os momentos em que tinha a posse de bola no ataque.

Diferente do Barcelona que tratou de definir a partida. Aos 23 Messi mais uma vez passou pela marcação dos adversário, foi bloqueado pelo último homem e a bola sobrou para Pedro que rolou para trás e Villa, em chute colocado mandou para as redes. Balde de água polar nas pretensões do Manchester que não conseguia mais nada no jogo. Ao Barcelona foram 25 minutos para segurar a vantagem. Aos 44, Guardiola presenteou o time e torcida do Barcelona, colocando Puyol para capitanear o time em campo para levantar o troféu, como manda tradição, mas surpresas viriam. O melhor Barcelona da história, incontestavelmente, tornou-se o time que mais venceu a Liga do Campeões neste século, que já assistiu dez finais e por três vezes o Barcelona pôs a mão na taça, que na noite desta sábado foi erguida pelo lateral Abidal, homenageado pela recuperação após a retirada de um tumor no fígado meses atrás.

Quem saiu campeão também foi o futebol. Qualquer time que levantasse o troféu seria com méritos. O Manchester se rendeu ao futebol do time espanhol. O Barcelona não quis ser vitima da eficiência mancuniana e tratou de mostrar que por muito tempo será o time a ser batido. Lionel Messi, artilheiro da UCL com 12 gols mostrou por que Sneijder, tão reclamado pela imprensa como melhor do mundo em 2010, perdeu este posto para o argentino. O 10 blaugraná é de uma regularidade impressionante. Não há queda de rendimento, não há curvas descendentes. Quando esse menino veste as cores azul e grená vira uma máquina. Se com as tonalidades branco e azul-celeste ele fosse a mesma coisa, a seleção argentina, juntando outros craques, seria um blockbuster, um arrasa-quarteirão sem precedente. Berlim receberá a próxima final. Veremos mais vez o Barcelona por lá? Ou o time será aparado com foi em 2010? Para o bem do futebol, torcemos para que o Barça continue operando na potência máxima.

FICHA TÉCNICA

BARCELONA 3 X 1 MANCHESTER UNITED

Local: Estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra)

Data: 28/05/2011 (sábado)

Horário: 15h45 (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Auxiliares: Gabor Eros e Gyorgy Ring (ambos da Hungria)

Gols: Pedro (Barcelona), aos 21; Rooney (Manchester United), aos 33 minutos do primeiro tempo; Messi (Barcelona), aos 8, e David Villa (Barcelona), aos 24 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Daniel Alves e Valdés (Barcelona); Carrick e Valencia (Manchester United).

Público: 87.695 pessoas

Barcelona: Valdés, Daniel Alves (Puyol), Piqué, Mascherano e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro (Affelay) e David Villa (Keita). Técnico: Josep Guardiola.

Manchester United: van der Sar, Fábio (Nani), Vidic, Ferdinand e Evra; Valencia, Carrick (Scholes), Giggs e Park; Wayne Rooney e Chicarito Hernández. Técnico: Alex Ferguson.

Enfim o Rei é Real

Foram 120 minutos para decidir quem seria o campeão da Copa do Rey. Uma disputa que parecia inacabável e imprevisível. Jogo truncado: no maior clássico da Espanha e da Europa ninguém queria dar a face para o primeiro tapa. Em partidas como essas onde o equilíbrio prevalece é leviano apontar quem merecia ganhar o título e ainda mais quando se trata de duas equipes como Real Madrid e Barcelona, onde para qualquer lado que a taça caminhasse estaria em boas mãos, em tese, não é Sérgio Ramos?

A partida já começou cheia de polemicas. Foi atribuído a Piqué a frase que dizia: “Ganharemos a Copa do SEU Rei”, reafirmando a ideologia catalã de estado autônomo. O Mestalla estava meio a meio, blancos e culés na arena valenciana para mais um clássico. O empate em 1 a 1 válido pela 32ª rodada da Liga já deu o tom do jogo decisivo pela Copa do Rey. O empate deu ao Barcelona larga vantagem na reta final e praticamente selou o destino do campeonato espanhol. Com isso o Real não queria dar outro título aos blaugranas.

Mas nem tudo era tão simples assim. Os times se lançavam ao ataque mais não concluíam a gol com sucesso. Mourinho provou que sabe estudar um time e preparar sua equipe para jogos decisivos. O Real Madrid, apesar dos tropeços nesse entremeio, é completamente diferente na disposição (não a tática) mas de jogo e mais sólido do que aquele que sofreu 5 a 0 perante o mesmo Barcelona. A defesa merengue anulou as tentativas do adversário, que com Messi, Villa e Pedro no ataque passou em branco. Conta-se aí a presença de Daniel Alves, Xavi e Inieta.

Para os que diziam que Cristiano Ronaldo amarelava nas decisões, vimos o português com uma vontade impar nesse jogo de decidi-lo e por sorte decidiu. Fez de cabeça, sem drible, sem fila, sem plasticidade. Simples como o placar do jogo e com a tensão de uma decisão. O gol marcado aos 13 minuto do primeiro tempo de prorrogação deu ao barça a oportunidade de ainda tentar o empate. Mas o baque foi grande e o time de Pep Guardiola teve que aceitar: o Rei, não importa se a Catalunha o considera dessa forma, enfim é Real.

A disputa todavia ainda não acabou. Não se esqueçam que dois jogos pela Champions League irá parar a Espanha. Na quarta (27) Madrid não pensará em outra coisa. A primeira perna da semifinal mais final de todos os tempos (não desvalorizo Manchester X Schalke, mas o peso de Real X Barça força a minha consideração). O acesso a final da Liga dos Campeões para por esse duelo de campeões: o virtual e indubitável vencedor da Liga BBVA e o real campeão da Copa do Rey. Mesmo sendo torcedor do Barcelona, o título do Real formata uma série em 2011 de tirar o folego. Além dos dois jogos, o da Liga e o da Copa, os dois da UCL, teremos ainda a decisão da Supercopa da Espanha (em dois jogos) e primeiro confronto do campeonato espanhol. Sete partidas em 2011. Quer mais? Só em simulador. Confira a galeria de fotos e os melhores momentos do jogo.

GALERIA DE IMAGENS

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Guerreiros da América

Ontem à noite no Engenhão o front estava pronto. O público não foi o esperado, mas os poucos que foram até o Engenho Novo para assistir Fluminense e América do México viram o tricolor passar pelas suas falhas e ser mais forte que a pressão e a tensão que acompanhou o time nos últimos dias. O Fluminense foi castigado por que mesmo sendo o melhor em campo não conseguia transformar esse domínio em gols e até o final da partida sempre esteve ou empatado ou atrás do placar.

O Fluminense teve passar por cima também da crise política no clube. Sem técnico, com o atual presidente recebendo muitas criticas, um clube sem eixo. Foi esse time, comandado interinamente pelo ex-técnico das categorias de base do Internacional, que tinha a obrigação de vencer ontem. E da forma que foi o triunfo, essa vitória levantará a moral do time na competição. As duas partidas fora de casa serão um teste ao torcedor do Fluminense, já acostumado a ver o time dar a volta por cima em situações de dificuldades.

Os jogadores do Fluminense testaram muito o goleiro reserva do time mexicano. Chutes de fora da área e faltas cobradas na direção do arqueiro mostraram que o tricolor carioca teve mais chances na partida. Mas foi aí que entrou em campo as falhas do time. Bola lançada de antes do meio campo, Ricardo Berna saí para defender e se choca com Digão. Berna caiu mal e soltou a bola. Vicente Sanchez aproveita o vacilo e abre o placar aos 14 minutos. Rapidamente veio a recuperação do Flu. Falta cobrada na área e Gum cabeceia para empatar aos 21. No primeiro tempo foi só. De gols. Por que o Flu continuou na tentativa de virar o jogo, mas Navarrete estava na meta, fechando o gol.

No segundo tempo um jogador que nunca deve-se duvidar de seu potencial, mesmo com a maré que ele enfrenta no Fluminense, foi o responsável pela melhora do time. Em nenhum outra equipe Deco de contundiu tanto como no Flu. No Porto, Barcelona e Chelsea o português não era de ter um longo histórico de machucados. Só que no Fluminense volta e meia o camisa 20 está no departamento médico. Mas antes de Deco, outro golpe para o time brasileiro. Sanchez invade a área e na minha opinião tentou encobrir o adiantado Berna, Digão tenta tirar a bola, mas acaba facilitando para a redonda encontrar-se com as redes. Deco já estava em campo nesse momento e foi a necessidade de virar a partida que fez dele o homem do Flu na etapa final. Aos 35 minutos, Deco cruza e Araújo empata. O atacante não era da preferência de Muricy, mas pode subir de produção. Um gol desses eleva a alto estima. A partir daí foram dez minutos de pressão até Deco aparecer novamente aos 43. Fred, que jogou bem e comandou o time em campo, escora de cabeça e Valenzuela recua, Deco disputa com o marcador e com um toquinho na bola encobre Navarrete. Emocionante para o jogador e para a torcida, que desabou em emoção com a recuperação tricolor.

A partida será motivacional. É bom guardar o vídeo e na preleção antes dos jogos colocá-lo para os jogadores assistirem seus erros e inspirar-se na recuperação de ontem. Os jogos do Fluminense são fora de casa contra Nacional do Uruguai e Argentinos Juniors. A vitória deixa o time a dois pontos da liderança. O time é o terceiro do grupo 3, que como muitos grupos nesta edição da Libertadores está embolado, com todos os quatro com chance de classificação. A luta! Por que o time é de guerreiro.

FICHA TÉCNICA:

FLUMINENSE 3 X 2 AMÉRICA-MEX

Local: Engenhão.

Árbitro: Antonio Arias (PAR).

Auxiliares: Milcíades Saldívar (PAR) e Darío Gaona (PAR).

Gols: Fluminense: Gum (21’ PT), Araujo (35’ ST) e Deco (43’ ST). América-MEX: Sanchez (14’ PT) e Digão (contra, 27’ ST)

Fluminense: Ricardo Berna; Mariano (Deco 11’ ST), Gum, Digão, Julio Cesar (Araújo28’ ST); Valencia, Diguinho, Souza, Conca; Emerson (Rafael Moura 24”ST), Fred. Téc.: Ederson Moreira.

América-MEX: Navarrete; Layun, Treviño, Valenzuela, Rojas; Pardo, Rosinei, Oliveira (Reyna 45’ PT), Montenegro; Vuoso (Esqueda 38’ ST), Vicente Sanchez. Téc.: Carlos Reinoso.

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Quinze dias para esquecer

27 de fevereiro de 2011. O Arsenal é derrotado no último minuto e vê o Birmingham City ser campeão da Copa da Liga Inglesa. 08 de março de 2011. Eliminação no Camp Nou nas oitavas de finais da Liga dos Campeões. 12 de março (hoje). Quartas de finais da FA Cup, jogo no Old Trafford, contra o Manchester com a cabeça na partida contra o Marseille na terça e com uma escalação cheia de improvisos. Já vi Rafael e Fábio jogarem juntos nas laterais, mas como meias com a camisa dos Red Devils foi a primeira vez que vi. A dupla de volantes com Gibson e O’Shea foi outra novidade de Sir Alex para o confronto.

E não foi um a partida de encher os olhos. Quando os times voltarem a se enfrentar novamente pela Premier League, poderemos ver algo melhor. Mas hoje, quem reservou o horário das 14h15 às 16h25 para assistir a partida, viu que não foi um bom programa. O Arsenal tinha a pressão maior pelo resultado. As duas derrotas em jogos eliminatórios deixaram o time abatido. Um título perdido após uma falha de seus jogadores e a eliminação depois de fazer a vantagem no primeiro jogo não era o que o Arsenal estava esperando para esses quinze dias. Os Gunners foram até melhores no jogo. Depois que sofreram o gol aos 28 minutos o time foi mais ofensivo, buscando o empate. O gol do time da casa teve a participação dos gêmeos do time. Rafaela passa para Rooney que encontra Hernández na área. O mexicano cruza para Fábio empurrar para as redes. Depois do gol que fez contra o Wigan (o primeiro como jogador do Manchester), o jovem lateral marca mais um, no torneio mais antigo do futebol.

Na segunda etapa a primeira ação ofensiva foi do Arsenal, que tinha 45 minutos para resolver sua vida na FA Cup. Mas o Manchester logo tratou de definir a partida. Rooney aproveita sobra da divida de Hernández com Djourou e cabeceia na saída de Almunia. 2 a 0 e o Arsenal perdido em campo deixou o tempo passar e possibilidade de se reabilitar dos dois fracassos anteriores. A draga do time é tão grande que o zagueiro Djourou deslocou o ombro e desfalca o time até o final da temporada. Com Vermaelen também no departamento médico, sobra a Koscielny e Squillaci a incumbência de formar a dupla centrais do time. Está bom para você, Arsenal? Que nessa semana pode ver mais um rival londrino se classificar na UCL: o Chelsea que venceu por 2 a 0 o jogo em Copenhagen e tem uma boa vantagem para administrar em casa. Não. Não está bom.

Bolton na semi e continuação amanhã – O Bolton eliminou com gol no final da partida o Birmingham, em pleno St. Andrews. O partida terminou em 3 a 2 para os Wanderers, que avançam a semifinal. Amanhã Stoke City e West Ham e Manchester City e Reading decidem as últimas duas vagas na próxima fase da FA Cup.

FICHA TÉCNICA

MANCHESTER UNITED 2 x 0 ARSENAL

Local: Old Trafford, Manchester

Manchester United: van der Sar; Brown, Smalling, Vidic, Evra (Scholes, 35’ ST); Rafeal (Giggs 19’ ST), O’Shea, Gibson, Fábio (Valencia 1’ ST); Rooney, Hernández. Téc.: Alex Ferguson.

Arsenal: Almunia; Sagna, Djourou, Koscielny, Gibbs; Denílson (Chamakh, 15’ ST), Diaby (Ramsey 27’ ST), Arshavin (Rosicky, 27’ ST), Wilshere, Nasri; van Persie. Téc.: Arsène Wenger.

Gols: Manchester United: Fábio (18′ PT) e Rooney (4′ ST).

VEJA OS GOLS DA PARTIDA


Fulham Road, SW6 1HS

Chelsea e Manchester United. Clássico? Talvez não. Grande jogo? Sem dúvida. E na atual configuração em que se apresenta o campeonato, essa partida assume outras proporções. No Stamford Bridge se encontrarão hoje o líder do campeonato e o quinto colocado, que fora da zona para Champions League, busca em casa contra um grande adversário uma motivação a mais no campeonato. Levantar o título não dá mais, então que seja para continuar a Premier League deixando uma boa impressão.

A arma dos Blues será o bom desempenho de Torres quando enfrenta o United: são três gols nos últimos quatro jogos. Outro fator que pesa é que o Chelsea não jogou no final de semana, por que o Birmingham, seu adversário, disputava e seria campeão da Copa da Liga Inglesa. Os Blues só marcaram um ponto dos seis disputados ultimamente. As três derrotas que o time sofreu em casa é o pior retrospecto do time em cinco temporadas. Estatísticas não costumam apitar muito na hora do 11 contra 11 e o Chelsea sabe que precisa da vitória para garantir a sua presença na UCL 11/12.

O jogo não decepcionará até por que o Manchester, que não atua bem no Stamford Bridge quer manter a diferença de quatro pontos em relação ao Arsenal. E a vida não é fácil para o time de Alex Ferguson, que neste fim de semana joga também fora de casa contra o Liverpool. Seis difíceis pontos de serem conquistados e que se forem somados integralmente a sua pontuação certamente valorizará o duelo entre Arsenal e Manchester em 01/05. Horário do jogaço de hoje é 16h45.

Emoção só a pela manhã

O campeonato inglês deu mais uma parada nesse fim de semana para abrir espaço a FA Cup. Hoje foram cinco partidas, dois confrontos de replay da quarta fase e três partidas válidas pelas oitavas de finais. O destaque da fase de oitavas foi a presença do Crawley Town. Time da quinta divisão e único time de fora das principais divisões do Inglaterra a chegar tão longe nessa edição da copa.

Mas antes do pequeno Crawley entrar em campo Chelsea e Everton tinham umas contas a resolver na manhã de hoje. A partida no Goodson Park terminou em empate e no Stamford Bridge era disputada a última chance das equipes avançarem a próxima fase. O Chelsea tinha duas faltas: Fernando Torres como já disputou essa edição do torneio pelo Liverpool não poderia atuar por outro time. Já com David Luiz o problema foi o prazo de inscrição para essa fase que não foi cumprido e o jogador só poderia estrear na FA Cup se o Chelsea avançasse. Mas nem foi preciso. Foi uma partida sem muitas oportunidades no primeiro tempo com o Chelsea em um mau dia de Lampard e Drogba não conseguindo ameaçar a meta de Howard. Os Toffes também não deram muito trabalho para Cech na etapa inicial. Foi no segundo tempo que o jogo começou a ficar com cara de uma partida eliminatória, com as chances começando a aparecer para os times. Porém tanto Chelsea como o Eveton não marcaram no tempo regulamentar. Com o novo empate a decisão foi para a prorrogação e aí os tentos apareceram. No final da primeira etapa da prorrogação Lampard mesmo apagado no jogo mostrou o seu poder de decisão e abriu o marcador aos 14 minutos de tempo extra em um chute dentro da área após cruzamento de Kalou. O Chelsea tinha 15 minutos para segurar o resultado mas nos minutos finais do segundo tempo da prorrogação Baines cobra falta com perfeição e empata a partida, adiando mais uma vez a decisão, que agora iria às penalidades máximas.

O Chelsea começou bem a série de penais, acertando a sua cobrança e Baines, o melhor do Everton na partida, perdeu a sua chance de igualar o placar dos pênaltis. Até que Anelka com displicência cobrou seu pênalti nas mãos de Howard e o Everton empatou a série com Arteta. No ultimo par de cobradores Ashley Cole errou a sua cobrança e Neville colocou o Everton nas oitavas de finais. Para o Chelsea após o empate com o Fulham na semana passada em partida de encerramento da 27ª rodada e com chances mínimas de titulo na Premier League, resta agora concentrar para a UCL e o confronto com o Copenhagen na próxima terça. Amanhã Manchester City e Notts Country jogam mais uma partida de replay da quarta fase.

A tarde em Old Trafford o Manchester enfrentou o Crawley Town e venceu por 1 a 0 gol de Brown aos 28 minutos do primeiro tempo. E foi só. O Manchester jogou com reservão (Rooney entrou no segundo tempo) e o Crawley que de Diabo Vermelho só tem o apelido que deriva da inscrição de seu escudo, mais clichê que chamar um time de azul de Blues, teve a sua oportunidade de jogar para um grande público. E a saga do pequeno time em terra de grandes acabou nas oitavas entre as dezesseis melhores equipes. Já entra para a história. Também pelas oitavas o Stoke City venceu por 3 a 0 o Brighton & Hove Albion em casa por 3 a 0 com gols de Carew, agora defendendo os Potters, Walters e Shawcross. 3 a 0 também foi o placar entre Birmingham e Sheffield Wednesday, com gols de Beausejour, Oba Oba Martins e Murphy.

Amanha jogarão às 13h00 Fulham e Bolton, que se classificou vencendo o replay da partida contra Wigan por 1 a 0 dia 16/02 e às 14h30 Arsenal e Leyton Orient, que também é um time de Londres. O Leyton jogará em casa, no Matchroom Stadium e é da terceira divisão.

O que fica é a obra, valeu Ronaldo! Fenômeno mundial

Ele fez muito. Muito mesmo. Em todos os clubes que jogou deixou a sua marca. Só jogou nos maiores times, fez a alegria das maiores torcidas. Seu nome estará eternamente marcado na história do futebol. Ele é o cara. Sem puxasaquismo, mas já disso isso antes, não escrevi nesse blog, mas quem me conhece já me ouviu falar isso. Ronaldo Luís Nazário de Lima foi o maior atacante que os meus olhos puderam ver. E já viram muitos: Shevchenko, Inzaghi, Baggio, Vieri, Kluivert, Batistuta, Henry, ih … a lista é imensa. Tirando Baggio, os outros citados são contemporâneos de Ronaldo, jogaram e alguns ainda jogam na mesma época, muitas vezes contra, para a infelicidade deles. Mas o brasileiro é diferenciado. É algo que só se vê uma vez no futebol. Quem teve a oportunidade de assisti-lo em seus tempos de Barcelona e inclusive no seu início no Real Madrid foi presenteado com suas atuações. A Copa de 98 (exceto a mal explicada convulsão na final) e a principalmente a de 2002 fizeram de Ronaldo uma Era. A Era Ronaldo atacante da seleção, Era finalizada em 2006 com a frustante eliminação da seleção da Copa. De 1994 (depois da Copa nos EUA) a 2006 a com a camisa da seleção muitos gols e sua superação em 2002 marcaram o torcedor brasileiro. Até a sua passagem pelo Corinthians foi acima das espectativas. Quem acreditaria que o Fenômeno “gordo” seria protagonista das vitórias do Corinthians em 2009. Pois é inúmeros gols (maior artilheiro das Copas), muitos títulos, três vezes melhor do mundo. Pois é. Ronaldo não é mais jogador profissional e o que fica agora é a sua obra, tudo o que ele fez no futebol. Sua passagem pelas quatro linhas não será esquecida. Valeu Ronaldo, obrigado! Você não precisa justificar sua saída. As dores causadas pelas lesões e problemas de saúde, tudo isso é tratável. A humildade de reconhecer que hora de parar já é o bastante. Isso nenhum tratamento retira do ser humano: o reconhecimento de seu limite.

Declaração de Kaká há poucos instantes no Facebook:

Ronaldo, muito obrigado por tudo que você fez pelo esporte, pelo futebol, pelo Brasil e para milhares de pessoas as redor do mundo. Você é um exemplo !! É com muito orgulho que eu posso dizer que joguei com um dos melhores jogadores da historia do futebol. Que Deus continue te abençoando nessa nova fase da tua vida. Você é, e sempre sera o FENOMENO.

Veja as manchetes pelo mundo:

MARCA.com

“Ronaldo se retira del fútbol: ‘He perdido por mi cuerpo’”

“Adiós al mejor delantero de la historia”

AS.com

“Ronaldo se despide em Brasil entre Lágrimas: ‘A mí me retiram las lesiones’”

MUNDODEPORTIVO.es

“Ronaldo confirma su retirada del fútbol”

SPORT.es

“Ronaldo: ‘Es mi primeira muerte’”

GAZZETTA.it

“Ronaldo, addio in lacrime: ‘Non ce la faccio più’” (Ronaldo, adeus em lágrimas: “Não aguento mais”)

L’EQUIPE.fr

“Une carrière merveilleuse”

“Merci Ronaldo!”

O GLOBO

“Ronaldo Fenômeno: ‘Perdi para meu corpo’”

GAZETA ESPORTIVA

“Ronaldo não resiste ás dores e oficializa fim da carreira”

GLOBO ESPORTE

“Ponto final”

FOLHA DE SÃO PAULO

“Ronaldo chora e fala em dores e hipotireoidismo na despedida do futebol”

Mesmo jogando somente uma temporada no Barcelona Ronaldo deixou muitos gols por lá. Veja nos vídeos:

Gols de Ronaldo parte 1:

Gols de Ronaldo parte 2:

COLUNA DA SEMANA #4 POST Nº 100

Fim da seção

Nem bem nasceu e já tem o seu fim. Com o sugestivo nome TIMÃO NA LIBERTADORES a seção se encerra junto com a fracassada campanha do time na pré-Libertadores. Culpados? Deixemos isso para quem gosta de desculpas, procurar um vilão, essas coisas. O fato é que o Corinthians pediu para cair nessa fase. É certeza que o título do Campeonato Brasileiro 2010 seria do Fluminense, agora aquela partida contra o Goiás foi o primeiro golpe de misericórdia sofrido pelo time. Muito antes do gol de Santoya ontem a noite. Não ser capaz de vencer uma equipe já rebaixada e com os jogadores reservas foi o fim. Resultado: de aspirante ao título o Corinthians caiu na fase de pré-Libertadores. Já que Internacional e Santos já estavam garantidos, restringiu-se o acesso direto a competição somente para campeão e vice. Corinthians, o terceiro e Grêmio, o quarto foram para a batalha antes da guerra começar.

Sou corintiano mas não resisto a piada. Mesmo sem vencer a competição, o Corinthians fez história. Foi o único time brasileiro a ser eliminado nesta fase da competição. A partida de ontem já denunciava o que seria o time. Sem Roberto Carlos machucado e Bruno César sacado, o time jogou com três volantes. Defensivamente desastroso. Logo no início em uma saída errada o Tolima quase marcava. O primeiro tempo foi ridículo, merece poucas linhas de crônica, nada aconteceu. Time com pouca criatividade, sem jogadas, Dentinho e Jorge Henrique apagados, Ronaldo sem se fala. O Corinthians deixou ser dominado pelo Tolima. Parecia uma eliminatória que envolvia um time já tradicional na competição e um iniciante. Só que os papéis se inverteram. O Tolima é que parecia íntimo de como deve se jogar uma competição como essa. Basta ver o segundo tempo. O time empurrado pela sua torcida não deu chances ao Corinthians e precisou de dois ataques para definir a sua classificação. Santoya aos 20 minutos abriu o placar e deixou o Corinthians com 25 minutos para fazer um gol e comemorar a classificação na fase de grupos. Mas o time nada fez. Abatido, sem ações e principalmente sem raça. As alterações não surtiram efeito. Quando Ramirez entrou eu gostei. O peruano jogou bem no domingo contra o São Bernardo, mas faltou cabeça. No primeiro lance foi expulso. O segundo gol colombiano foi espetacular. O lançamento antes o meio campo achou Murillo livre para cruzar na área e Medina fazer o gol que enterraria o Timão. 2 a 0 e o Tolima cai no grupo de Estudiantes (ARG), Cruzeiro (BRA) e Guaraní (PAR). É claro que esse time do Corinthians não é parâmetro para se avaliar o desempenho de um time, até por que não jogou nem 1% do que pode jogar, mas o Tolima não chegará nem a incomodar os favoritos do grupos, o argentino de La Plata e a raposa mineira.

Agora a parte boa. Na ENQUETE DA SEMANA pergunto o que foi a eliminação do Corinthians. Previsível, Mercida, Vergonhosa ou Surpresa. Para mim as quatro. Previsível: se um time não contrata bem não tem um elenco com peças de reposição, correto? Até o Grêmio contratou melhor. A sua contratação, Vinicius Pacheco fez dois gols no jogo de ontem. Chegou e resolveu. E olha que nem é titular. Chegou para o lugar de Borges. O Internacional nem se fala. O Fluminense manteve a base e o Cruzeiro que não repita o exemplo do Corinthians. Merecida: talvez essa seja a menos provável, rola aquela história de respeito ao time e etc, mas pareceu que o Corinthians menosprezou o Tolima, pensando que seria fácil, que passaria como se diz na Bahia “de boa”. Mas que nada, isso é Libertadores, ou melhor, pré-Libertadores. Vergonhosa: pela tradição e pelo fato de não ter jogado nada as duas partidas. Não houve melhora, tirar um meia de criação e colocar um volante é dar um tiro no pé, não é mesmo Tite? Supresa: Ah! Vamos lá foi zebra mesmo. Ninguém esperava que o Corinthians seria eliminado pelo Tolima. Parece um encosto que o Corinthians tem que não consegue se dar bem em eliminatórias na Libertadores. O histórico já denuncia. As eliminações seguidas pelo Palmeiras, em 99 nas quartas e 2000 na semi deixaram marcas. E a eliminação recente contra o Flamengo na última edição do torneio, quando o time tinha a melhor campanha foi pior ainda. O Corinthians precisa aprender a jogar mata-mata. Raça o time sempre tem que ter, até por que é Corinthians e ontem não se viu isso em campo.

Duelo de Reis

Barcelona “B” passa em teste contra o Almería

Era o mesmo script das quartas de finais contra o Betis. O time venceu em casa fácil e colocou um time misto em campo. Naquela ocasião o Barcelona perdeu por 3 a 1 com direito a sufoco do time adversário e pênalti perdido por Messi. Na semifinal contra o Almería, o Barcelona venceu no Camp Nou por 5 a 0 e colocou no banco para a partida de hoje Messi, Villa e Xavi. O time contou com Dani Alves que depois de se machucar na partida com o Málaga na Liga, voltou na rodada passada contra o Hércules e entrou como titular na partida de hoje. No mais nomes como Nolito, Bojan e Afellay (que formaram o ataque) e Alcántara tiveram as suas oportunidades. Apesar da pressão catalã o primeiro gol saiu aos 34 minutos com o lateral Adriano em jogada individual pela esquerda, tirando de dois zagueiros e chutando sem chance para o goleiro. No segundo tempo o Barcelona continuou com o mesmo gás. Busquets com cartão amarelo saiu para a entrada de Piqué logo no início da etapa. O segundo gol saiu de uma jogada brasileira. O hispânico-brasileiro Tiago Alcántara passou para Daniel Alves que cruzou na medida para o número 30 fazer de cabeça aos 10 minutos. Para completar o mini-baile, 10 minutos depois Afellay recebe na entrada da área, avança e chuta forte para completar o placar. 3 a 0 e sem sustos Barcelona na final.

Real Madrid não dá chance ao azar e aguarda Barcelona para final histórica

Paciente e letal. Esse foi o Real Madrid que se viu hoje. Mesmo com toda pressão envolvendo o jogo, o time de José Mourinho contou com a pouca ousadia da equipe do Sevilla. Em melhor fase que Luis Fabiano, Negredo começou no ataque deixando o Fabuloso como opção. O time contou com a estréia de Rakitic no time que junto com Navas tinham a responsabilidade de puxar o jogo pelas alas. Sem poder contar com Marcelo, Mourinho fechou a marcação pela esquerda com Arbeloa para neutralizar os avanços do 7 sevillista. Mas o jogo em si empolgou. Boas chances para o Real, com Benzema perdendo um gol de frente a meta defendida por Varas. O Sevilla necessitava somente e um gol para complicar a vida dos merengues, mas ele não saiu. Se bem que até saiu, mas o atacante Negredo estava impedido segundo a marcação da arbitragem. Impedimento esse contestado pela equipe (mais outra polemica). A cereja do bolo estava guardada para o segundo tempo. Cristiano Ronaldo não conseguia ser efetivo e não teve uma boa apresentação. Quem tranqüilizou o time madrilista foi o meia Özil que recebe a bola, dribla o goleiro e abre o placar aos 35 minutos. O gol tirou as forças do Sevilla. Entregue no jogo, o time ainda viu Adebayor (que substituiu Benzema) fazer os 2 a 0 nos acréscimos. No dia 20 de abril no Mestalla, Barcelona e Real Madrid serão os protagonistas do dia. A final com os dois maiores (e melhores) times espanhóis não acontece desde 1990, quando nessa oportunidade o time catalão venceu por 2 a 0.

Até o dia 20 de abril.

Veja os resultados e gols:

Almería 0 X 3 Barcelona – Mediterráneo

Real Madrid 2 X 0 Sevilla – Santiago Bernabéu

Déjà vu

Quem assistiu a partida entre Arsenal e Huddersfiled Town hoje pela manhã ficou com uma certeza: não é só Brasil que a arbitragem é lamentável. Está certo que tem o fator humano, o árbitro pode errar por que não é infalível, mas tudo tem o seu limite. E mais, quando lance é na área os assistentes também têm a sua parcela de culpa. Se eles são os auxiliares, não podem se ausentar em lances capitais do jogo. Lance como a simulação de Bendtner que proporcionou o pênalti que definiu a partida. Vergonhoso e com gosto de déjà vu. Ou ninguém se lembra do pênalti mandrake assinalado a favor do Arsenal, no mesmo Emirates, pela mesma competição (FA Cup), no jogo contra o Leeds, quando o time estava perdendo diante de sua imensa torcida. Na partida de hoje o Arsenal não estava perdendo, mas o empate para um time de terceira divisão certamente não era o resultado mais esperado pelos Gunners.

Arsène Wenger fez melhor que Ferguson, técnico do Manchester, que ontem escalou o time todo reserva, e colocou um time metade reserva, metade titular. Com a volta de Almunia, o francês também escalou Eboué na lateral direita e começou com Chamakh no comando de ataque. Na banco a artilharia estava à disposição com van Persie, Walcott e Fàbregas. O início de jogo foi melhor para o time londrino que dominou a partida, sendo mais perigoso nas jogadas de ataques. Com Bendtner e Arshavin pelas pontas, o Arsenal isolou o atacante marroquino na área, onde não foi muito efetivo. Alías, ele foi melhor fora da área. Aos 20 minutos, Bendtner recebe pela direita, o dinamarquês chutou e a bola bate no zagueiro, tirando do goleiro adversário. Mas a partir daí uma maré de azar tomou conta do Arsenal. Primeiro o meia Nasri se machucou sozinho e saiu da partida para a entrada de Rosický. Nasri estava bem no jogo, movimentando-se e criando para o time. No final do primeiro tempo o time ainda perdeu Squillaci, expulso em um momento em que o Huddersfield era melhor em campo.

No segundo tempo, Wenger foi obrigado a reforçar a marcação, tirando Chamakh e colocando Song. O Huddersfield melhorou muito e pressionou o Arsenal do segundo tempo. Nem parecia um time da League One. E toda a pressão surtiu efeito. Aos 21 minutos Pilkington cobra escanteio e Lee cabeceia para o gol e empata. E a pressão não parou por aí. O Huddersfield não foi agudo, nem se expôs demais (até por que o empate estava no lucro) mas estava vendendo caro a partida. Até que entra em cena Mark Clattenburg (não era nenhum craque, nem um winger veloz que driblou todo mundo e fez um golaço, era o árbitro). Aos 41 minutos bola na área e Bendtner caí. Rapidamente soa o apito e é marcada a penalidade máxima. Quem não teve nada a ver com isso, Fàbregas, cobrou com perfeição e fez o gol que classificou o Arsenal ás oitavas de final. Quem os Gunners irão enfrentar nas oitavas: sorteio. Deveriam não sortear, mas designar o árbitro para a próxima partida do Arsenal. Falei.

Arsenal 2 X 1 Huddersfield Town

Arsenal: Almunia; Eboué, Squillacci, Koscielny, Gibbs; Denilson, Diaby (Fàbregas, 24′ ST), Nasri (Rosický, 32′ PT), Arshavin, Bendtner; Chamakh (Song 1′ ST). Téc.: Arsène Wenger.

Huddersfield: Bennet; Peltier, Gudjonsson, Clark, Roberts; Pilkington, Clark (Arfiled, 15′ ST), McCombe, Lee, Kilbane; Hunt. Téc.: Lee Clark.

Gols: Bendtner (20′ PT), Lee (21′ ST) e Fàbregas (41′ ST)

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