Mirem-se no exemplo daqueles meninos da Catalunha

Os dois melhores times europeus (quem sabe do planeta também) chegaram ao estádio de Wembley, em Londres, Inglaterra com o melhor de seu plantel e a chance de sagrar-se tetracampeões do torneio. Sem favoritos a final trazia o vistoso futebol do Barcelona de Lionel Messi, Xavi, Inesta, David Villa e Daniel Alves contra a eficiência do invicto Manchester United de Sir Alex Ferguson, Wayne Rooney e companhia. Era imprevisível, apesar do time catalão levar uma vantagem pela qualidade técnica de sua equipe. Se o time inglês aposentaria seu goleiro neste jogo, as 40 anos van der Sar se despede dos gramados, o Barcelona não contava com o seu jogador símbolo, o zagueiro Puyol, que estava na reserva e sentiu dores antes da partida.

Quando árbitro húngaro Viktor Kassai apitou o inicio de jogo na Inglaterra o Manchester começou pressionado o adversário e rondando a área do goleiro Valdés. Os primeiros minutos do time “da casa” mostraram que o United estava com toda disposição para devolver a derrota de 2009, quando perdeu em Roma para o mesmo Barcelona. Mas o time espanhol também chegava, como na tabela entre Villa e Messi, quando o argentino chegou atrasado para completar o último passe, mas não imprimia o ritmo de jogo que está acostumado, com maior posse de bola e ataques regulares. O sistema de marcação dos times funcionava bem e evitava que jogadas mais perigosas terminassem em gol. Mais aí entrou em cena a genialidade dos dois lados. Primeiro com os “visitantes”. Xavi encontrou Pedro na área e passou para o atacante que mandou para as redes com o goleiro holandês já batido. 1 a 0 para o Barcelona, aos 21. O Manchester devolveu na mesma moeda e doze minutos depois, em tabela do Giggs e Rooney, o 11 dos Diabos Vermelhos deu a assistência para o atacante inglês mandar no ângulo do goleiro espanhol. O Barcelona tinha a maior posse de bola e tentava ainda no primeiro retomar a vantagem no placar. Iniesta, depois de bate-rebate, chutou forte de fora da área e o van der Sar defendeu.

Na volta para o segundo tempo o Barcelona teve um comportamento inverso a etapa inicial e começou melhor na partida. Encurralando o time adversário, a equipe catalã contou com uma atuação inspirada de Messi para levantar o título. Aos 8 minutos o argentino costurou a zaga e de fora da área finalizou sem chance para van der Sar. Golaço. Para evitar o terceiro gol o lateral Fábio foi para a dividida e acabou levando a pior se machucando no lance. O português Nani entrou no lugar do jogador e Valencia foi recuado para a lateral. Messi ainda teve outra oportunidade de sacramentar a vitória do time catalão, mas o goleiro do Manchester estava lá para evitar o tento. O Manchester apostava nos contra-ataques, mas com Chicharito apagado no jogo e com o time bem marcado, a equipe inglesa não aproveitou os momentos em que tinha a posse de bola no ataque.

Diferente do Barcelona que tratou de definir a partida. Aos 23 Messi mais uma vez passou pela marcação dos adversário, foi bloqueado pelo último homem e a bola sobrou para Pedro que rolou para trás e Villa, em chute colocado mandou para as redes. Balde de água polar nas pretensões do Manchester que não conseguia mais nada no jogo. Ao Barcelona foram 25 minutos para segurar a vantagem. Aos 44, Guardiola presenteou o time e torcida do Barcelona, colocando Puyol para capitanear o time em campo para levantar o troféu, como manda tradição, mas surpresas viriam. O melhor Barcelona da história, incontestavelmente, tornou-se o time que mais venceu a Liga do Campeões neste século, que já assistiu dez finais e por três vezes o Barcelona pôs a mão na taça, que na noite desta sábado foi erguida pelo lateral Abidal, homenageado pela recuperação após a retirada de um tumor no fígado meses atrás.

Quem saiu campeão também foi o futebol. Qualquer time que levantasse o troféu seria com méritos. O Manchester se rendeu ao futebol do time espanhol. O Barcelona não quis ser vitima da eficiência mancuniana e tratou de mostrar que por muito tempo será o time a ser batido. Lionel Messi, artilheiro da UCL com 12 gols mostrou por que Sneijder, tão reclamado pela imprensa como melhor do mundo em 2010, perdeu este posto para o argentino. O 10 blaugraná é de uma regularidade impressionante. Não há queda de rendimento, não há curvas descendentes. Quando esse menino veste as cores azul e grená vira uma máquina. Se com as tonalidades branco e azul-celeste ele fosse a mesma coisa, a seleção argentina, juntando outros craques, seria um blockbuster, um arrasa-quarteirão sem precedente. Berlim receberá a próxima final. Veremos mais vez o Barcelona por lá? Ou o time será aparado com foi em 2010? Para o bem do futebol, torcemos para que o Barça continue operando na potência máxima.

FICHA TÉCNICA

BARCELONA 3 X 1 MANCHESTER UNITED

Local: Estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra)

Data: 28/05/2011 (sábado)

Horário: 15h45 (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Auxiliares: Gabor Eros e Gyorgy Ring (ambos da Hungria)

Gols: Pedro (Barcelona), aos 21; Rooney (Manchester United), aos 33 minutos do primeiro tempo; Messi (Barcelona), aos 8, e David Villa (Barcelona), aos 24 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Daniel Alves e Valdés (Barcelona); Carrick e Valencia (Manchester United).

Público: 87.695 pessoas

Barcelona: Valdés, Daniel Alves (Puyol), Piqué, Mascherano e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro (Affelay) e David Villa (Keita). Técnico: Josep Guardiola.

Manchester United: van der Sar, Fábio (Nani), Vidic, Ferdinand e Evra; Valencia, Carrick (Scholes), Giggs e Park; Wayne Rooney e Chicarito Hernández. Técnico: Alex Ferguson.

Sem novidades

E a rodada de ontem do UEFA Champions League seguiu sem novidades. Por mais que acreditasse que a Internazionale pudesse reverter a desvantagem, nem os jogadores acreditavam que isso poderia acontecer. Então o jogo seguiu em uma maré mansa e os Azuis Reais dominaram a partida. Raúl fez o seu gol número 71 na UCL e em uma conexão Gelsenkirchen – Londres, a torcida do Real comemorou a marca do seu ídolo cantando o nome de Raúl no White Hart Lane. Thiago Motta empatou aos 5 minutos do segundo , mas foi o Schalke que saiu vitorioso e com moral. Höwedes fez o gol que decretou a vitória do Schalke e um agregado de 7 a 3 sobre o atual campeão da UCL. Dá-lhe Schalke, que se deu ao luxo de trocar de técnico em pleno mata-mata. Pela frente o Manchester United. E ai: Os Azuis Reais ou os Diabos Vermelhos? O time de Ferguson já deixou um azul pelo caminho.

Já em Londres, foi mais legal ver a torcida do Real comemorando o gol do Raúl feito a mais de 600 km de distância do que o jogo em si. Se a vantagem do Real Madrid não fosse tão grande seria até interessante ver o desempenho do Tottenham que foi ofensivo com Bale dando trabalho a Sergio Ramos. Só que o ponto crucail do jogo foi a falha do goleiro Gomes que deixou escapar o chute de Cristiano Ronaldo. 1 a 0 para o Real, 5 a 0 no agregado e Real Madrid e Barcelona que se virem para chegar a final. As partidas entre esses clubes irão parar a Espanha a partir desse final de semana. Os dois times se enfrentam pela Liga dia 16, dia 20 jogam a final da Copa do Rey e dia 27 a primeira perna da semifinal da UCL. Três Real e Barça em onze dias só em 2011, para ficar cabalístico. Se bem que não acredito nessas coisas. Por hoje é só…

Passou o melhor

Sem dúvida nenhuma a chave que mais causou expectativa para os jogos de volta das quartas de finais da Champions League. O resultado do primeiro jogo foi mínimo e dava uma ligeira vantagem ao Manchester, que soube usar o benefício para avançar na competição. Apesar do domínio inicial do Chelsea, que começou com Fernando Torres a frente do ataque, o time da casa contava com a sua defesa titular, Ferdinand e Vidic, para segurar o ímpeto dos azuis. Foi um jogo de respostas rápidas para o Manchester. Se no primeiro tempo o Chelsea começou com mais sede e aos 42 minutos Giggs cruza na área e Chicharito completa para redes freando a atividade do Chelsea, no segundo tempo o confronto ficaria ainda mais equilibrado e mais imprevisível.

O Chelsea sentiu o gol no final do primeiro tempo e na segunda etapa não produziu muito. Se Torres não produziu muito nos 45 minutos iniciais, a solução foi colocar Drogba logo no início do segundo tempo e mais adiante substituir Anelka por Kalou. O time até ficou mas veloz e perigoso, mas com a expulsão de Ramires aos 25 do segundo tempo a classificação ficou distante. Porém aos 31 Essien recuperou a bola lançou Drogba que empatou o jogo. Parecia uma recuperação inesperada por parte do time de Ancelotti, só que mais uma vez a resposta do Manchester foi rápida, mas que isso, instantânea, logo na saída após o gol dos Blues. Em mais uma assistência de Giggs, que participou de todos os gols do Manchester no confronto contra o Chelsea, Park chutou no canto, tirando Cech. 2 a 1 e classificação garantida para o Manchester, que nas últimas seis edições foi as semifinais em cinco oportunidades. Passou o melhor, o time mais arrumado, mais sólido. A tríplice coroa está no páreo. Alguém duvida?

FICHA TÉCNICA

MANCHESTER UNITED FC 2 x 1 CHELSEA FC

Local: Estádio Old Trafford, em Manchester (Inglaterra)

Data: 12/04/2011

Horário: 15h45

Árbitro: Olegário Benquerença (POR)

Assistentes: Bertino Miranda (POR) e João Santos (POR)

Cartões amarelos: O’Shea e Evra (MAN) Ramires, Malouda e Terry (CHE)

Cartão vermelho: Ramires (CHE)

Gols: Manchetser United: Chicharito, aos 44min do 1° tempo, e Park, aos 33min do 2° tempo, Chelsea: Drogba, aos 32min do 2° tempo

Chelsea: Cech; Ivanovic, Alex (Paulo Ferreira 37′ ST), Terry, Ashley Cole; Ramires, Essien, Malouda, Lampard; Anelka (Kalou 16′ ST), Fernando Torres (Drogba 1′ ST). Técnico: Carlo Ancelotti.

Manchester United: Van der Sar; O’Shea, Ferdinand, Vidic, Evra; Nani (Valencia 30′ ST), Park Ji-Sung, Carrick, Giggs; Chicharito, Rooney. Técnico: Alex Ferguson.

Banho-maria espanhol

Na Donbass Arena, o já classificado Barcelona até foi posto a prova. O Shakhtar pressionou em alguns instantes, a brasileirada do time ucraniano tentou mostrar serviço, mas gol que é bom nada. Jadson e Douglas Costa eram os mais ariscos na partida. Mas a partir da metade do primeiro tem pó entrou em ação o modo Barcelona de jogar: domínio da posse de bola. E fpoi assim que o Barça se manteve tranqüilo em campo e quebrou um tabu incomodo: foi a primeira vitória de Guardiola, como técnico blaugraná, fora de casa na Champions League. O gol da vitória saiu aos 43 do primeiro tempo, após Dani Alves passar para Messi, que na área não foi controlado por 3 defensores e marcou fácil o gol da vitória. Quem venha o Madrid? Sim, só que ia 20/04, pela final da Copa do Rey.

FICHA TÉCNICA

FC SHAKHTAR DONETSK 0 X 1  FC BARCELONA

Local: Donbass Arena, em Donetsk (Ucrânia)

Data: 12/04/2011

Horário: 15h45

Árbitro: Florian Mayer (ALE)

Assistentes: Holger Henschel (ALE) e Christoph Bornhorst (ALE)

Cartões amarelos: Mkhitaryan e Ishchenko (Shakhtar); Gabriel Milito (Barcelona)

Gol: Barcelona: Messi, aos 43 minutos do primeiro tempo

Shakhtar: Pyatov; Kobin, Ishchenko, Rakitskiy, Shevchuk; Hubschmann (Fernandinho 30′ ST), Mkhitaryan, Jadson, Douglas Costa (Eduardo 13′ ST), Willian; Luiz Adriano (Marcelo Moreno 21′ ST). Técnico: Mircea Lucescu.

Barcelona: Victor Valdés; Daniel Alves, Piqué (Gabriel Milito 25′ ST), Busquets, Adriano; Mascherano, Xavi (Pedro Rodríguez 21′ ST), Keita; Afellay, Messi, David Villa (Jeffren 30′ ST). Técnico: Josep Guardiola.

A Europa vai parar!

Esse é um post tudo em um sobre a rodada da Champions League, então vamos lá!

Jogo de volta de Barcelona e Real Madrid é protocolo – Até Mourinho já reconheceu que se a diferença entre Barcelona e Real Madrid na tabela de classificação fosse de oito pontos seria difícil superar o time catalão. Estratégias “mouristicas” à parte, com o time que o Barcelona tem realmente a missão agora se torna impossível para os merengues na Liga BBVA. Mas quem disse que só a liga importa ao Real Madrid? Finalista da Copa do Rey, que será disputada dia 20/04 e com os dois pés nas semifinais da UCL, o Real tem a oportunidade de lavar a alma nessa temporada. Mais leve no torneio continental, após expurgar o fantasma das oitavas, o time madrilista agora só pensa em duas cores: azul e grená. Depois de dominar o Tottenham os 90 minutos e ainda serem ajudados, mesmo que sem muita significância, pela expulsão boba de Peter Crouch, o Real Madrid venceu, mostrou quem é a autoridade em Champions League e colocou o time londrino fora da disputa.

Adebayor marcou dois (nem acreditei!), Di María deixou o seu golaço e Cristiano Ronaldo, que recebeu passe de Kaká, contou com a falha de Gomes para balançar as redes. Higuaín também entrou no jogo e a “Pipita”, cuja lesão causou uma celeuma no time, em busca de um substituto, tem agora dois concorrentes a vaga. Benzema e Adebayor.

O que existe em comum entre Real Madrid e Barcelona? Ambos enfrentaram as chamadas “surpresas” da competição e golearam. O Barcelona jogou contra o abrasileirado e empolgado Shakhtar ontem no Camp Nou e a goleada (olha que Messi nem fez gol) contou com a ajuda de um brasileiro que recentemente renovou com o time catalão. Daniel Alves fez gol e deu passe para outro. Mascherano abriu o placar logo aos 2 minutos, Piqué, Xavi, Iniesta e Keita balançaram as redes na Catalunha. Rakitskiy fez o gol da equipe ucraniana.

Com os resultados o jogo de volta para mim é protocolar. No futebol, aquela máxima de que “as coisa acontecem”, “eu já vi de tudo” no futebol de HOJE é discurso para manobrar a audiência. Tottenham e Shakhtar (mais tarde eu falo da Inter) estão fora da UCL #FATO consumado. E catalães e madrilistas se enfrentam na semifinal da década.

A zica do Manchester em Stamford Bridge já era – Faz um tempo que o Manchester não vence no estádio do Chelsea. No último jogo por exemplo, os Diabos perderam de virada. Mas Rooney voltou a aprontar de novo e depois do hat-trick na rodada passada da Premier League, o Shrek foi mais econômicos com os azuis. Nem Drogba, nem Torres passaram pela defesa dos Red Devils e o 1 a 0 em Londres foi um baita lucro para os comandados de Alex Ferguson. É até um pleonasmo, uma redundância, mas será a chave mais emocionante e equilibrada. É a mais indefinida.

E o que uma derrota no clássico não faz, não é Leonardo? Depois de perder de 3 a 0 para a Milan, a Internazionale levou uma “chucrutada” dos alemães do Schalke 04. O jogo começou até equilibrado, mas transformou-se em um pesadelo para os italianos que foram derrotados por 5 a 2. O golaço que Stankovic fez do meio-campo virou nota em qualquer crônica, em virtude do derrota da Inter. Raul “Madrid Champions League” deixou o seu gol de número 70 na competição no Giuseppe Meazza. O espanhol é o jogador com o maior número de gols no torneio. Minha tese: Tottenham e Shakhtar não têm a tradição e a força da Inter e por isso acredito que a squadra nerazzurri poderá fazer 3 a 0 na AufShalke Arena e classificar-se. É difícil, mas não uso os discursos já citados acima, uso como critério a força e a tradição da atual detentora o titulo da UEFA Champions League. É isso… E até a próxima rodada.

Livre para voar

Sete anos esperando esse momento e agora o Real Madrid segue mais leve e acorda de sua letargia, espanta os fantasmas e sente novamente o prazer de ter a oportunidade de continuar no torneio mais importante da Europa. Era a ocasião certa para o Real. Jogava em casa, não tinha desvantagem e o seu time estava completo. Foi a chance de mostrar que esse time esta no ponto de ser competitivo é mais do que um amontoado de bons jogadores.

Mesmo com a pressão inicial o gol não saiu logo e a torcida e o time demoraram de comemorar. As 36 minutos, Marcelo tabela com Cristiano Ronaldo, com raça e técnica o lateral tira dos defensores do time francês e manda para o gol. O tento deixou o time menos nervoso, o resultado era a garantia da classificação. E o Real tentou mais. Benzema ainda marcou mas não valeu, pois a sua posição era de impedimento. O atacante merengue ainda obrigou a Lloris a fazer uma boa defesa antes do fim da etapa inicial.

O segundo tempo não se diferenciou do primeiro e o Real não foi administrar o resultado. Pelo contrário a pressão continuou. Aos 20, Marcelo do campo de defesa do Real Madrid lançou Benzema que não perdeu a oportunidade e mais uma vez marcou no seu ex-time. A evolução do 9 merengue é impressionante. Pelo visto o Real Madrid não terá que arcar com a compra de Adebayor e pode devolver o togolês ao City sem remorso. Falando em Adebayor o passe para o gol o terceiro gol dele. Jogada pelo alto e Ade cabeceia para Di María arrancar e em um belo toque por cima de Lloris fazer o gol final contra um Lyon já rendido e que agora só tem o campeonato francês como norte. O time ocupa a terceira posição no torneio nacional. Nem a presença de Lisandro López, que não atuou na primeira partida, deixou o time empolgado. Mais uma vez Kaká não foi relacionado. Gosto do futebol dele e ou Mourinho está esperando sua recuperação física ou estão forçando uma situação para o brasileiro sair do time.

E só o Special One para vencer essa barreira das oitavas mesmo. Claro que os jogadores têm a importância maior, mas Mourinho foi a contratação mais certa do Real Madrid na temporada. Grande técnico, pode ser polemico, marrento, mas quem é humilde demais não chega a lugar algum. Ele tem currículo e personalidade para ser o que é. O sorteio de amanhã definirá a sorte dos blancos na UCL. Schalke 04 e o confronto contra o eterno ídolo do Real, Raúl. O grande clássico contra o Barcelona, a Inter, time treinado por Mourinho na temporada passada, o grande jogo contra o Manchester. Veremos. Amanhã.

FICHA TÉCNICA:

REAL MADRID CF 3 X 0 OLYMPIQUE LYONNAIS

Local: Santiago Bernabéu

Data: 16/03/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Damir Skomina (ESL)

Assistentes: Primoz Arhar (ESL) e Marko Stancin (ESL)

Cartões amarelos: Ricardo Carvalho e Pepe (RMA) Cissokho e Toulalan (LYO)

Gols: Real Madrid: Marcelo, aos 37min do 1° tempo, e Benzema, aos 21min, e Di Maria, aos 31min do 2° tempo

Real Madrid: Casillas; Sérgio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho, Marcelo; Xabi Alonso, Khedira, Di María (Granero 33’ ST), Özil, Cristiano Ronaldo (Adebayor 29’ ST); Benzema (Lassana Diarra 39’ ST). Técnico: José Mourinho.

Lyon: Lloris; Reveillere, Cris, Lovren e Cissokho; Toulalan, Gourcuff (Pied 24’ ST) e Kallstrom; Briand (Gomis 1’ ST), César Delgado (Pjanic 35’ ST), Lisandro Lopéz. Técnico: Claude Puel.

O sonho de se tornar um grande começa na cozinha

A vitória na primeira mão fora de casa permitiu o Chelsea cozinhar, cozinhar, quase queimar a panela. Desde a era Abramovich a Liga dos Campeões é o titulo que falta para os azuis de Londres estufarem o peito e dizer: estamos no hall dos grandes. O 2 a 0 na Dinamarca foi o suficiente para o time tirar o pé e garantir mais um inglês, país que tem o maior número de equipes nas quartas e Londres como a cidade mais representada. Se o Arsenal se classificasse para as quartas o centro-norte londrino estaria fervilhando.

O Chelsea foi mais ofensivo e tentou o gol por várias oportunidades, mas esbarrou na falta de pontaria dos finalizadores, que não acertavam o gol. O København tentou uma única vez com perigo. Na cobrança de falta de N’Doye, a bola foi na trave. Na etapa complementar o Chelsea continuou a ofensiva. A entrada de Torres deixou o time mais perigoso, mas Wiland fechou o gol dos dinamarqueses, que lamentaram a apresentação no primeiro jogo, mas seria difícil para o København eliminar o Chelsea, mais qualificado e com mais time que o adversário.

FICHA TÉCNICA:

CHELSEA FC 0 X 0  FC KØBENHAVN

Local: Stamford Bridge

Data: 16/03/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Svein Oddvar Moen (NOR)

Assistentes: Frank Andas (NOR) e Kim Thomaz Haglund (NOR)

Cartões amarelos: Claudemir e Bolanõs (KOB), Drogba (CHE),

Chelsea: Cech; Bosingwa, Ivanovic, John Terry e Ashley Cole; Mikel (Essien 39’ ST), Ramires, Lampard e Zirkhov (Malouda 30’ ST); Anelka (Torres 23’ ST) e Drogba. Técnico: Carlo Ancelotti.

København: Wiland; Bengtsson (Zohore 16’ ST), Zanka, Antonsson, Wendt; Kvist, Claudemir, Bolaños (Kristensen 45’ ST), Vingaard (Santin 29’ ST); N’Doye, Gronkjaer. Técnico: Stale Solbakken.

Itália sobrevive

A Internazionale teve que enfrentar suas falhas e passar por elas para conseguir a sua classificação as quartas de finais da Champions League. Foram erros que poderiam custar caro, mas a reação do time foi exemplar. Para o Bayern, que vinha embalado por uma goleada de 6 a 0 sobre o Hamburger na mesma Allianz Arena com uma atuação de gala de Robben, com 3 gols e Ribery, que também marcou no confronto, a eliminação custou a única oportunidade de titulo dos alemães na temporada que terão agora que brigar até a ultima rodada do campeonato nacional para se qualificar a próxima UCL, que terá a final confirmada em seu estádio.

Nem o torcedor da Inter, nem Leonardo, nem Eto’o esperava que o gol do time italiano fosse tão rápido. Aos dois minutos Pandev colocou Eto’o, em posição irregular, cara-a-cara com o gol e o camaronês não perdeu a oportunidade de marcar 1 a 0. O gol saiu muito cedo, a oportunidade de o Bayern empatar era clara. E não precisou de drama para os alemães. Em um repeteco da jogada do gol na Itália, Robben chuta, dessa vez colocado, e Júlio César falha mais uma vez, na defesa a bola explodiu no peito do goleiro e sobrou novamente para Gomez, na espera, fazer o gol de empate aos 20 minutos. O gol abalou o time italiano, que pressionado pelos donos da casa sofreu mais um gol. Aos 29, Robben tenta passe longo, Thiago Motta corta errado e deixa fácil para Müller virar a partida. A partir daí foram muitos gols perdidos pelo Bayern e uma tentativa de redenção de Júlio César, que vamos combinar, sofre na mão dos holandeses, se bem que seu algoz na Copa é o seu companheiro de time, mas que o Robben deu uma dor de cabeça para o brasileiro, isso deu.

A Inter terminou a etapa inicial pressionada e com o resultado contrário a suas pretensões. Sneijder não fez um bom primeiro tempo. Sumido nos 45 minutos iniciais o 10 nerazzurri assistiu ao show de seu compatriota bávaro. Para o segundo tempo, Leonardo colocou Philipe Coutinho no lugar de Stankovic e o time ficou mais veloz e com mais movimentação pelos lados. E foi com o Pequeno Príncipe que o empate saiu. O brasileiro passa para Eto’o que só ajeitou para Sneijder mandar no canto de Kraft aos 17 minutos. A saída de Robben aos 23 minutos deixou o time sem seu principal finalizador, criador, seu melhor em campo e abriu chance para a Inter continuar a perseguição ao gol salvador sem sustos. O Bayern pouco pressionava e com o resultado a seu favor, brigava contra o relógio. E perdeu. No final da partida Eto’o, que em qualquer time sempre estará em boa fase, deu mais uma assistência. Depois de ganhar de defesa alemã, o 9 passa para Pandev mandar no ângulo do goleiro alemão aos 43 minutos. Sem reação, mesmo com um acréscimo bondoso do árbitro (4 minutos), o Bayern não conseguiu o empate que daria a classificação novamente para o time da Allianz Arena. Para Inter bastou comemorar a vitória, vitória da superação, vitória que deixa a Itália (claro que nem todos italianos torcerão para Inter!) viva na Champions League. Que venha o sorteio na sexta-feira!

FICHA TÉCNICA

FC BAYERN MÜNCHEN 2 x 3 FC INTERNAZIONALE MILANO

Local: Allianz Arena

Data: 15/03/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Pedro Proença (POR)

Assistentes: Tiago Trigo (POR) e Ricardo Santos (POR)

Cartões Amarelos: Luiz Gustavo e Breno (Bayern); Thiago Motta, Kharja e Pandev (Inter)

Gols: Bayern: Mario Gomez, aos 21, e Muller, aos 31 minutos do primeiro tempo. Inter: Eto’o, aos três do primeiro tempo; Sneijder, aos 18, e Pandev, aos 43 minutos do segundo tempo

Bayern: Kraft; Lahm, Van Buyten (Badstuber 25’ ST), Breno (Kroos 45’ ST), Pranjic; Luiz Gustavo, Schweinsteiger, Robben (Altintop 23’ ST), Ribéry, Müller; Gomez. Técnico: Louis van Gaal.

Inter: Júlio César; Maicon, Lucio, Ranocchia, Chivu (Nagatomo 42’ ST); Thiago Motta, Cambiasso, Stankovic (Philipe Coutinho 6’ ST), Sneijder; Pandev (Kharja 45’ ST), Eto’o. Técnico: Leonardo.

Astúcia mexicana para buscar a tríplice coroa

Não foi o time que o Manchester queria em campo para um jogo decisivo. Zaga reserva, e muitas contusões durante o jogo, a noite foi de Chicharito. Com dois gols o mexicano põe o Manchester United vivo em mais uma competição. Com o fator mando de campo a seu favor, os Red Devils logo tratou de lançar-se ao ataque. Giggs devolve para Rooney, que na área cruza para Hernández marcar aos 5 minutos. O Marseille não se intimidou com a pressão inicial e buscou o gol que daria a vantagem para os franceses após o nulo empate na França. As chances perdidas custariam caro para o Olimpique. Antes do gol do Manchester um caso interessante: aos 36 do primeiro tempo O’Shea saiu de campo machucado e em seu lugar entrou Rafael. No segundo tempo o lateral sofreu também outra contusão e seu irmão gêmeo o substituiu.

Lutando contra as ofensivas francesas, Gignac e Lucho Gonzaléz ameaçaram a vitória parcial do time da casa, o Manchester chegou ao segundo gol. Valencia passa para Giggs, que em uma apresentação a nível de seus tempos iniciais no time (sem exagero), deu a assistência para o segundo gol de Chicharito aos 30 minutos. Com no mínimo 15 minutos para fazer dois gols, o Marseille procurou ser mais ofensivo. O resultado saiu aos 37 minutos, após cruzamento de escanteio em que na confusão dentro da área Brown cabeceia contra o patrimônio. A vitória foi a de número 100 de Alex Ferguson na Liga dos Campeões que verá seus cabelos mais brancos ainda para montar o time para os próximos jogos, após as contusões na partida de ontem.

FICHA TÉCNICA

MANCHESTER UNITED FC 2 x 1 OLYMPIQUE DE MARSEILLE

Local: Old Trafford

Data: 15/03/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)

Assistentes: Roberto Alonso Fernandes (ESP) e Jesús Calvo Guadamuro (ESP)

Cartões amarelos: Hernández (Manchester United); Remy e Valbuena (Olympique de Marselha)

Gols: Manchester United: Javier Hernández, aos quatro minutos do primeiro tempo e aos 30 do segundo tempo; Olympique: Brown (contra), aos 36 minutos do segundo tempo

Manchester United: Van der Sar; O’Shea (Rafael 37’ PT; Fábio 25’ ST), Smalling, Brown e Evra; Carrick, Scholes, Nani (Valencia 27’ ST) e Giggs; Rooney e Javier Hernández. Técnico: Alex Ferguson.

Olympique de Marseille: Mandanda; Fanni, Diawara, Heinze e Taiwo; Mbia (Jordan Ayew 35’ ST), Lucho González e Cheyrou; Rémy, Dede Ayew e Gignac (Valbuena 24’ ST). Técnico: Didier Deschamps.

Com as esporas afiadas

Diferente do seu principal rival inglês o Tottenham respeitou a sua proposta de jogo do início ao fim do confronto de hoje contra a Milan. Sem serem muito ofensivos nem muito retrancados, os Spurs pareciam ter a manha da UCL nas suas esporas e nem sentiram falta dos 48 anos longe da competição. Não foi um jogo para inglês ver, foi para francês ver e aprender como se elimina um gigante após vantagem conseguida no primeiro jogo. Se Wenger assistiu, viu como se faz, se não, vai aprender com o tempo mesmo, que é um bom professor.

É inquestionável que em nível continental a Milan é mais forte e mais tradicional que o time londrino, apesar de que se formos comparar as duas ligas o desempenho do Tottenham na Premier League, mais forte que a Lega Calcio, já mostrava que não seria a tradição que daria as cartas nesta chave das oitavas. Solidez, paciência e ousadia foram as marcas do time londrino. Assisti aos 180 minutos desse confronto e posso dizer que a Milan pagou pelo primeiro jogo. Se na partida na Itália o time foi pouco efetivo, em Londres a Milan jogou o futebol que o faz líder do italiano. Mais disposta, mais ofensiva, com o trio Robinho, Ibrahimovic e Pato se movimentando e criando as chances rossoneras. Se a Milan estava mais ofensiva, o Tottenham também respondia na mesma moeda, não deixando os italianos comandarem o jogo. A participação dos dois brasileiros do elenco do time inglês foi fundamental. Gomes, seguro como no primeiro jogo e Sandro, um cão de guarda em campo. Marcou muito. Na página (site) do torneio o volante brasileiro foi eleito o melhor em campo pelos internautas. Dos especialistas o volante recebeu a nota 8.

Na prova de resistência do Tottenham, o time londrino se deu bem contra o sete vezes campeão europeu, que estve perto do gol em algumas ocasiões, mas não definiu a partida nas investidas de Robinho e Pato na metade final do segundo tempo. O detalhe é que o Tottenham se classificou sem a presença efetiva de seu principal jogador, o galês Gareth Bale, que não jogou em Milão e em Londes jogou pouco mais de vinte minutos. No 0 a 0 em Hart Lane o Tottenham provou que além de um elenco com alternativas aos seus desfalques, tem um time maduro comandado por técnico que conhece demais o seu plantel, que resistiu a pressão .

FICHA TÉCNICA

TOTTENHAM HOTSPUR FC  0 X 0  AC MILAN

Data: 09/03/2011

Horário: 16h45

Local: White Hart Lane

Árbitro: Frank De Bleeckere (BEL)

Assistentes: Peter Hermans (BEL) e Walter Vromans (BEL)

Cartões amarelos: Jankulovski, Flamini, Pato (MIL)

Tottenham Hotspur: Gomes; Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekoto; Lennon, Sandro, Modric, Pienaar (Jenas 26′ ST); Van der Vaart (Bale 21′ ST), Crouch (Pavlyuchenko 38′ ST). Técnico: Harry Redknapp.

Milan: Abbiati; Abate, Nesta, Thiago Silva, Jankulovski (Antonini 25′ ST); Flamini (Strasser 42′ ST), Boateng (Merkel 31′ ST), Seedorf; Pato, Robinho, Ibrahimovic. Técnico: Massimiliano Allegri.

VEJA OS MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA

Virada real

Em Gelsenkirchen, na Veltins Arena, o reinado foi azul. Se no Mestalla Raúl salvou os Königsblau da derrota, na noite de hoje foi outro sul-americano que se destacou no relvado europeu. Jefferson Farfán (espero que ele jogue a Copa América) colocou o Schalke 04 nas quartas. Se a popularidade de Felix Magath, técnico do Schalke, não anda lá muito boa, pelo menos nas competições copeiras o time está correspondendo. Finalista na Copa da Alemanha, agora avança na principal competição do continente.

Só que nem tudo foram vacas gordas na Alemanha. O Valencia foi mais aguerrido e abriu o placar. Depois do cruzamento forte de Topal, o português Ricardo Costa cabeceou no susto e colocou os Che na frente do marcador aos 17 minutos. Ai entra em cena o peruano Farfán. Aos 40 ele cobra falta com perfeição e faz 1 a 1 na AufSchalke (nome não comercial do estádio do time alemão). No segundo tempo o time da casa logo tratou de colocar-se em vantagem. Farfán chuta e Gaitan dá rebote que Gravanovic não desperdiça aos 7 minutos. O gol de empate classificava o Valencia e o time se lançou para o ataque. Jonas e Soldado entraram na partida, mas em uma jogada em que a equipe espanhola tentava o gol, o Schalke respondeu com um contra-ataque mortal que Farfán conclui em gol, nos acréscimos. Nesses primeiros confrontos das oitavas, Barcelona, Tottenham, Shakhtar e Schalke 04 avançaram para a próxima fase. Desses quatro só os espanhóis fazem parte do mainstream do futebol europeu. Na próxima semana os gigantes entraram em campo. Internazionale, Bayern München, Real Madrid, Manchester United e Lyon entram em campo para definirem suas classificações. Aí virão mais quatro times para formarem as oito equipes mais fortes da Europa. Até a próxima semana!

FICHA TÉCNICA

FC SCHALKE 04 3 X 1 VALENCIA CF

Local: Arena AufSchalke (Veltins Arena)

Data: 09/03/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Jonas Eriksson (SUE)

Assistentes: Stefan Wittberg (SUE) e Mathias Klasenius (SUE)

Cartões amarelos: Escudero e Kluge (S04)

Gols: Schalke 04: Farfán, aos 40 do primeiro e aos 48 do segundo, e Gavranovic, aos 7 minutos do segundo tempo; Valencia: Ricardo Costa, aos 17 minutos do primeiro tempo

Schalke 04: Neuer; Uchida, Howedes, Metzelder, Escudero; Kluge (Sarpei 36′ ST), Matip (Papadopoulos 15′ ST), Farfán, Jurado (Draxler 31′ ST); Raúl, Gavranovic. Técnico: Felix Magath.

Valencia: Guaita; Bruno Saltor, David Navarro, Ricardo Costa, Mathieu; Banega (Costa 25′ ST), Topal, Joaquín, Pablo Hernández (Soldado 19′ ST), Mata; Aduriz (Jonas 30′ ST). Técnico: Unai Emery.

VEJA OS GOLS DA PARTIDA

Drama na Catalunha

A noite de ontem em Barcelona prometia um confronto entre duas equipes de forte vocação ofensiva. Barcelona e Arsenal já fizeram um jogo de elevado nível técnico na primeira perna da chave e no confronto decisivo esse nível tenderia a aumentar. Apesar dos desfalques nos dois times, o Barcelona jogou sem zagueiro (improvisou Busquets – volante e Abidal – lateral) nos lugares de Puyol e Piqué e o Arsenal jogava sem Walcott e Vermaelen.

Quando a bola rolou tudo o que era esperado para o confronto foi por água abaixo. O Arsenal foi desastroso. Realmente sair de Londres e ir ao Camp Nou só se defender não é uma tática que resulte em bons frutos. A Internazionale na temporada passada só eliminou o Barça em seus domínios por causa da vantagem que fez no primeiro jogo, por que o time italiano não suportou a pressão dos espanhóis e acabou derrotado. O Arsenal não apresentou uma jogada de ataque em todo primeiro tempo. Não assistimos seus principais jogadores em ação. Fábregas decepcionou quem esperava mais dele e o sistema defensivo, que começava no meio campo com Wilshere e Diaby e dava na dupla de zaga Djourou e Koscielny era o destaque na partida. A bola queimava nos pés dos jogadores do time inglês. Livravam-se dela com uma naturalidade imensa. O Barcelona procurava o jogo, fazia o que mais entende: atacar. A pressão do time era tão grande que o Arsenal não conseguia sair de seu campo de defesa tranqüilo, sempre esbarrando na marcação de um jogador azul-grená. E o primeiro gol do jogo veio em uma jogada assim. O Arsenal tentava sair com a bola de seu campo defensivo quando perdeu a posse. Iniesta passou para Messi, que com um toque de categoria encobriu Almunia (que substituiu Szczesny machucado) e mandou para o gol nos acréscimos do primeiro tempo.

Foi na etapa final que todo o drama do jogo começou. Para o Barcelona começou cedo. Mesmo sem finalizar, o Arsenal conseguiu um escanteio. Nasri foi para a cobrança e Busquets cabeceou para o gol. A tal bola vadia, aquele gol achado, que faltou para o Arsenal contra o Sunderland, veio ontem. Gol achado mesmo. Os Gunners em caso de classificação teria que agradecer muito a alguma entidade superior pelo golzinho aos 8 do segundo tempo. Se a partida iria mudar a partir deste empate não se sabe, para mim iria piorar. Se o Arsenal não atacou em 48 minutos (total do primeiro tempo), com o gol de empate, que valia a classificação, seria 11 jogadores no campo defensivo do time inglês. Sem duvida. O Arsenal foi à Espanha se defender. O ápice de grande parte da discussão sobre a arbitragem do jogo foi na expulsão de van Persie, que já tinha cartão amarelo e prosseguiu em um lance já parado por causa de um impedimento. O segundo cartão amarelo seguiu-se da expulsão do atacante que argumentou não ter escutado o apito. A conclusão que eu chego é que o holandês não é tão inocente assim.

A mudança no jogo ocorreu para o Barcelona que teve agora que enfrentar um time do Arsenal todo recuado, no 4-5-0, sem atacante e com seus meias sem avançar. Não demorou muito para o Barça virar o jogo. Bola trabalhada e Xavi não perde a oportunidade de marcar o segundo gol e garantir a prorrogação e no máximo a disputa de pênalti. Dois minutos depois mais polêmica. Pedro fez jogada individual e foi derrubado na área por Koscielny. Pênalti, tratado com muita desconfiança, mas pênalti. O árbitro que já tinha errado na não marcação de um penal a favor do Barcelona na primeira etapa não queria arriscar dessa vez. Messi foi para a cobrança e deixou mais um gol. O Arsenal começou a mudar a sua mentalidade após o gol quando Arshavin entrou em campo e puxou algumas jogadas ofensivas, logo depois Bendtner também saiu do banco reservas. Tarde demais. O Arsenal até ensaiou mais um gol que daria a classificação mas pagou pelo desastroso jogo que fez. Nesse fim de semana o time inglês tem mais uma decisão. Pela FA Cup jogará contra o Manchester United pelas quartas e agora só disputa títulos na Inglaterra. Se o Arsenal eliminasse o Barcelona não seria nenhuma surpresa, mas com o futebol apresentado ontem o Arsenal se apequenou e perdeu a chance de devolver as derrotas dos últimos confrontos contra o time espanhol.

FICHA TÉCNICA

FC BARCELONA 3 X 1 ARSENAL FC

Local: Estádio Camp Nou

Data: 08/03/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Massimo Busacca (SUI)

Assistentes: Francesco Buragina (SUI) e Manuel Navarro (SUI)

Cartões amarelos: Sagna, Koscielny, Van Persie e Wilshere (Arsenal)

Cartão vermelho: Van Persie (Arsenal)

Gols: Barcelona: Messi, aos 48 do primeiro e aos 26 do segundo tempo, e Xavi, aos 24 do segundo tempo; Arsenal: Busquets (contra), aos 8 do segundo tempo

Barcelona: Victor Valdés; Daniel Alves, Busquets, Abidal, Adriano (Maxwell 45’ ST); Mascherano (Keita 43’ ST), Xavi, Iniesta; Pedro, Messi, David Villa (Afellay 37’ ST). Técnico: Josep Guardiola.

Arsenal: Szczesny (Almunia 19’ PT); Sagna, Djourou, Koscielny, Clichy; Diaby, Wilshere, Fábregas (Bendtner 33’ ST), Rosicky (Arshavin 28’ ST), Nasri; Van Persie. Técnico: Arsène Wenger.

VEJA OS GOLS DA PARTIDA

Aniquilador

Se o sorteio para as quartas de finais ajudar o Shakhtar a Europa passará a olhar com outros olhos para o futebol do Leste Europeu e para os brasileiros do time ucraniano, forta candidato a avançar para as semis. O último time da região a vencer a UCL foi o Estrela Vermelha em 91. Não conhecia a estrutura do time, mas ao ver algumas fotos de seu estádio (que se assemelha com o Allianz Arena em Munique) dá para ver que o time não está nas quartas de finais por acaso. O time já tem um título da Copa da UEFA (agora Europa League) e agora está entre os oito melhores do futebol europeu, estrutura e torcida para contagiar o time o Shakhtar possui.

A equipe já tinha dominado a partida em Roma e dessa vez não deu chance para os italianos. 3 a 0 com autoridade (no agregado foi 6 a 2 para os ucranianos) e com toque brasileiro em todos os gols. O primeiro veio de um cruzamento de William que Hübschman completou para as redes aos 18 minutos do primeiro tempo. A expulsão de Mexès aos 41 minutos da etapa inicial abriu espaço para os ucranianos aumentarem seu domínio. William aos 12 minutos aproveita sobra de escanteio e faz o segundo. Para sacramentar a eliminação italiana o croata Eduardo da Silva, nascido brasileiro, fez 3 a 0 aos 42 minutos. A Roma foi o primeiro italiano a sair da UCL. Milan (que joga hoje contra o Tottenham) e a Inter estão em desvantagem e podem cair fora também. Prejuízo para os italianos, que podem perder pontos no ranking da UEFA e vagas diretas no torneio. Só um detalhe: William foi eleito o melhor em campo. Parabéns!

FICHA TÉCNICA

FC SHAKHTAR DONETSK 3 X 0 AS ROMA

Local: Estádio Donbass Arena

Data: 08/03/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Howard Webb (ING)

Assistentes: Michael Mullarkey (ING) e Peter Kirkup (ING)

Gols: Shakhtar: Hübschman, aos 18min do 1° tempo, William, aos 13min e Eduardo, aos 42min do 2° tempo

Cartões amarelos: Mkhitaryan e Srna (SHA) Pizarro, Riise e Perrotta (ROM)

Cartão vermelho: Mexés (ROM)

Shakhtar Donetsk: Pyatov; Srna, Chygrynsky, Rakitskiy, Rat; Hübschman, Mkhitaryan (Marcelo Moreno 30’ ST), Jadson, Douglas Costa (Alex Teixeira 22’ ST), Willian; Luiz Adriano (Eduardo 15’ ST). Técnico: Mircea Lucescu

Roma: Doni; Burdisso, Juan, Mexès, Riise; Pizarro, De Rossi, Taddei (Caprari 41’ ST), Perrotta (Rosi 1’ ST); Borriello, Vucinic (Brighi 20’ ST). Técnico: Vincenzo Montella

VEJA OS GOLS DA PARTIDA

Super Mario, extraordinário Kraft

Não deu para a Inter. Se o empate em casa já não era tão bom, a derrota complicou a vida dos nerazzurri na Champions League. Se na final da edição da temporada passada o time italiano contou com Diego Milito para infernizar a equipe alemã, nesse jogo o argentino não ficou nem no banco. Apesar da base do time campeão da UCL 09/10 ser a mesma, a ascensão do Bayern mostrou-se mais sólida que a recuperação da Inter.

Os dois times não tiveram um bom início de temporada com campanhas irregulares nos nacionais. A Inter até trocou de técnico nesse período. Na virada de ano, tanto o Bayern quanto a Internazionale começaram uma crescente em suas campanhas e hoje já figuram entre os primeiros na Lega Calcio e na Bundesliga. O principal motivo da recuperação bávara foi a volta dos dois meias do time: Robben e Ribéry. Pelos lados italianos, algumas contratações e uma mudança do comando do time deram um gás na campanha da Inter.

Essa chave reuniu esses dois times em alta, com boas campanhas. O Bayern mais longe do titulo alemão, na terceira posição do torneio, e a Inter também entre os três melhores, só que com mais chances de se sagrar campeão. Na Liga dos Campeões o time italiano foi o segundo no seu grupo, com uma campanha até irregular para um time que defende o título europeu. Três vitórias, um empate e duas derrotas, sendo uma delas uma delas uma carreira que os nerazzurri levaram dos Spurs. Já o Bayern foi magnânimo no seu grupo sendo uma das quatro equipes que alcançaram cinco vitorias em seis jogos. De lambuja foi o segundo melhor ataque com 16 gols, perdendo apenas do Tottenham com 18 e melhor que o super ofensivo Barcelona que fez 14.

Munidos desses retrospectos as equipes entraram em campo ontem com sua força total. O destaque na squadra italiana era o zagueiro Ranocchia, que debutava na Champions ao lado do tarimbado Lúcio. De resto rostos já conhecidos: Eto’o, Cambiasso, Sneijder, Júlio César, Thiago Motta, Maicon… O Bayern com seu time principal foi mais ofensivo taticamente, com Müller, Robben e Ribery no meio. Leonardo foi para campo com três defensores no meio campo: Zanetti, Cambiasso e Motta.

Eto’o isolado lá na frente até tentou algumas jogadas, a Inter foi mais aguda no jogo, mas esbarrava em Kraft. O jovem goleiro fechou o gol ontem na Itália. O Bayern também tentou na primeira etapa, com o baixinho Ribéry cabeceando no travessão. Júlio César por sua vez realizou importantes defesas na partida. Avaliando o desempenho dos goleiros percebe-se que a partida foi recheada de oportunidades. O segundo tempo voltou com a mesma pegada com os times arriscando o gol. O que chama atenção foi o número de substituições. O Bayern só mexeu no primeiro tempo, quando o lateral Pranjic se lesionou e Breno entrou em sua vaga. Na Inter foi igualmente uma substituição. Kharja entra no lugar de Ranocchia. Preparo físico em dia dos jogadores. Mas quem decidiu foi um jogador que estava em campo desde o início. Robben, em sua jogada mais certa que a cavadinha de Loco Abreu em pênalti, partiu da direita e chutou forte com a canhota, Júlio César deu rebote e Mario Gomez estava lá para completar aos 89 minutos. A crônica da ESPN destacou algo preocupante e coincidente: os três times italianos começaram os jogos de suas chaves jogando em casa e perderam. Pois é. UCL é atenção total. Nos 90 minutos e acréscimos.

FICHA TÉCNICA:

FC INTERNAZIONALE MILANO 0 X 1 FC BAYERN MÜNCHEN

Local: Estádio Guiseppe Meazza

Data: 23/02/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Viktor Kassei (HUN)

Assistentes: Gabor Eros (HUN) e Gyorgy Ring (HUN)

Cartões amarelos: Zanetti, Thiago Motta e Sneijder (Inter); Ribéry e Luiz Gustavo (Bayern)

Gol: Bayern: Mario Gómez, aos 44 minutos do segundo tempo

Internazionale: Júlio César; Maicon, Ranocchia (Kharja 28’ ST), Lúcio, Chivu; Cambiasso, Thiago Motta, Zanetti, Sneijder, Stankovic; Eto’o. Técnico: Leonardo.

Bayern München: Kraft; Lahm, Tymoshchuk, Badstuber, Pranjic (Breno 38’ PT); Schweinsteiger, Luiz Gustavo, Thomas Müller, Robben, Ribéry; Mario Gómez. Técnico: Louis van Gaal.

Na França único 0 a 0 das oitavas deixa o United em perigo

Sem delongas o Manchester foi melhor. Terminou o jogo até fisicamente na frente dos franceses. Só que o 0 a 0 deixa tudo como se a partida em Old Trafford fosse uma eliminatória em jogo único. Outro empate sem gols e a decisão vai para prorrogação e na insistência, pênalti. O Manchester começou o jogo com um 4-3-3, com Carrick na frente da zaga e Rooney e Nani pelos lados, mas logo isso passaria ao 4-4-2, com Fletcher passando para a direita. Os Reds Devils ainda tinham a ausência de Ferdinand lesionado na defesa. Mas a zaga formada por Vidic e Smalling deram conta do recado e não foi vazada pelo Marseille.

Deschamps, técnico do OM, gostou de seu time não sofrer gols em casa e aposta em mais chances para o Olympique em Manchester. Já Ferguson demonstrou preocupação com o resultado, pois um gol francês obriga o seu time vencer a partida

FICHA TÉCNICA:

OLYMPIQUE DE MARSEILLE 0 X 0 MANCHESTER UNITED FC

Local: Estádio Velodróme

Data: 23/02/2011

Horário: 16h45

Árbitro: Felix Brych (ALE)

Assistentes: Thorsten Schiffner (ALE) e Mark Borsch (ALE)

Olympique de Marseille: Mandanda; Fanni, Mbia, Diawara, Heinze; Cissé (Cheyrou), Kaboré, Lucho González, Dede Ayew, Rémy; Brandão. Técnico: Didier Deschamps.

Manchester United: Van der Sar; O’Shea, Smalling, Vidic, Evra; Carrick, Gibson (Scholes), Fletcher; Nani, Rooney, Berbatov. Técnico: Alex Ferguson.

Suspense merengue

Não adianta o diário MARCA estampar que o Real Madrid está com um pé nas quartas. Os merengues não colocaram nem os dedos do pé direito na próxima fase, imagina um pé. Caso o pênalti que Mourinho tanto reclamou fosse assinalado por Wolfgang Stark, quando o jogo estava em 1 a 0 para o Real, talvez a situação poderia ser outra.

Real Madrid e Lyon entraram ontem em campo para mais do que reeditar as oitavas da Liga dos Campeões 2009/2010. O retrospecto recente do Real no Gerland não era tão favorável e o time Mou além desse retrospecto tinha outra barreira a superar: o trauma das oitavas de finais. São seis anos sem avançar essa fase.

As duas equipes começaram com esquemas iguais na partida: o 4-5-1 transmitia a mensagem que os times não fariam um jogo recuado. Pelo Lyon Chelito Delgado e Michel Bastos trabalhavam pelas alas. Dois jogadores velozes e que deram trabalho aos laterais merengues. O Real Madrid também tinha as suas armas. Além de Cristiano Ronaldo e Di María, Özil dava o toque de qualidade no meio campo. Na frente da zaga segurança: Alonso e Khedira formava a dupla de contenção do Real. Contenção só no papel mesmo, por que o número 14 do Real cumpre um importante papel no time, ajudando nas jogadas ofensivas. Mas a primeira etapa foi muito estudada. E apagada também. Apesar da criação de jogadas, nenhum lance de efeito, fora a cobrança de falta de Ronaldo que Lloris espalmou, mas a ninguém aproveitou o rebote. O centro avante francês Gomis também perdeu uma boa chance após Casillas sair mal em um cruzamento e deixar a bola em seus pés. Mas o atacante chutou para fora com o gol aberto.

No segundo tempo as equipes voltaram mais dispostas e foi a trave que protagonizou alguns lances. O primeiro foi outra falta cobrada por Ronaldo que explodiu na trave, com o goleiro já batido dessa vez. Ramos também encontrou o travessão na sua tentativa de gol após escanteio. Só que uma cria do Lyon mudaria a história do jogo. Aos 19 minutos Benzema entrou no lugar do apagado Adebayor. Na primeira bola do francês, triangulação entre Özil, Cristiano Ronaldo e Benzema. O 9 recebe do português passa pelos zagueiros e marca contra o ex-time um minuto após a sua entrada em campo. Comemoração? Nenhuma. Um discreto abraço nos companheiros. Mourinho até tentou levar essa boa vantagem para a Espanha colocando Lass para reforçar a marcação no lugar de Khedira. Não adiantou. Aos 38 minutos cobrança de falta para o Lyon e Pjanic lança na área. Gomis sem marcação aproveita passe de cabeça e chuta de primeira para vencer Casillas. 1 a 1. O empate é até melhor que a derrota da temporada passada, por que o Real Madrid só depende de si, um 0 a 0 e a maldição estará quebrada, mas como reconhece Mourinho, o empate em 1 a 1 deixa tudo aberto.

FICHA TÉCNICA

OLYMPIQUE LYONNAIS 1 X 1 REAL MADRID CF

Local: Estádio Gerland

Data: 22/02/2011

Horário: 16h45 (de Brasília)

Árbitro: Wolfgang Stark (ALE)

Assistentes: Jan-Hendrik (ALE) e Milke Pickel (ALE)

Cartões amarelos: Cris, Michel Bastos e Pied (Lyon); Sérgio Ramos, Di María e Casillas (Real)

Gol: Real: Benzema, aos 20 minutos do segundo tempo. Lyon: Gomis, aos 38 do segundo tempo.

Lyon: Lloris; Reveillere, Cris, Lovren, Cissokho; Toulalan, Kallstrom (Pjanic 32’ ST), Gourcuff, Michel Bastos (Briand 24’ ST), César Delgado (Pied, 24’ ST); Gomis. Técnico: Claude Puel.

Real Madrid: Casillas; Sérgio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho, Arbeloa; Xabi Alonso, Khedira (Lass Diarra, 23’ ST), Di María, Özil (Marcelo, 30’ ST), Cristiano Ronaldo; Adebayor (Benzema 19’ST). Técnico: José Mourinho.

Veja os gols da partida


Redenção francesa no Parken

Redenção. Essa é a palavra que resume o jogo entre København e Chelsea em Copenhagen. Após a displicência no pênalti cobrado no sábado contra o Everton, no replay da FA Cup, Anelka, que desperdiçou a sua cobrança, ajudando na eliminação do time, marcou duas vezes ontem contra o time da casa. O menos confiável entre os 16 times das oitavas o København tentou segurar o Chelsea, só que os Blues provaram que a Champions League será mesmo a salvação do time. Com a ameaça de não se classificar para a próxima edição (o time está em quinto na classificação da Premier League), vencer a UCL além de ser o maior título da história do time, será o passaporte direto para a próxima edição.

Sem Drogba entre os titulares, Ancelotti optou pelo 4-4-2 e colocou Torres, melhor que nos últimos jogos e Anelka no ataque. O primeiro gol saiu após Grønkjær (ex jogador do Chelsea) errar o corte e deixar Anelka avançar até a área e bater o goleiro sueco Wiland aos 17 minutos. No segundo tempo, foi a vez de Lampard servir o atacante francês que marcou o segundo gol aos 9 do segundo tempo. Enquanto o treinador do København lamentou o mau dia de seus jogadores, Ancelotti elogiou a concentração e a mentalidade o time na partida. No dia 16/03 certamente o Chelsea jogará com essa boa vantagem como recurso.

FICHA TÉCNICA:

FC KØBENHAVN 0 X 2 CHELSEA FC

Local: Parken Stadion

Data: 22/02/2011

Horário: 16h45 (de Brasília)

Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)

Assistentes: Sander van Roekel (HOL) e Berry Simons (HOL)

Cartões amarelos: Zanka e Pospech (KØB), Fernando Torres e Malouda (CHE),

Gols: Chelsea: Anelka, aos 17 do primeiro e aos 9 do segundo tempo

København: Wiland; Pospech, Zanka, Antonsson, Wendt (Bengtsson 30’ ST); Kvist, Claudemir, Bolaños, Gronkjaer (Zahore 42’ ST); N’Doye, Santin (Vingaard 1’ ST). Técnico: Stale Solbakken.

Chelsea: Cech; Bosingwa, Ivanovic, John Terry, Ashley Cole; Essien, Ramires, Lampard, Malouda (Zhirkov 40’ ST); Anelka (Drogba 28’ ST), Fernando Torres (47’ ST Kalou). Técnico: Carlo Ancelotti.

Veja os gols da partida

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.